Aula 1 – 14/10/2026 | Vestir a modernidade: entre trópicos e autobiografias
A partir dos percursos de Tarsila do Amaral e Frida Kahlo, a aula investiga como a construção da aparência participa da elaboração de identidades artísticas. Entre nacionalismos, cosmopolitismos e encenações de si, o vestir emerge como linguagem que articula corpo, imagem e projeto estético. Afinidades e contrastes revelam modos distintos de habitar a modernidade.
Aula 2 – 21/10/2026 | Tramas do cotidiano: matéria, memória e invenção
Nas obras de Maria Auxiliadora e Rosa Elena Curruchich, tecidos, bordados e ornamentos são analisados como portadores de memória e saberes. A aula explora a potência simbólica da cultura material e suas relações com ancestralidade, religiosidade e vida cotidiana, evidenciando práticas artísticas que reconfiguram hierarquias entre arte e artesanato.
Aula 3 – 28/10/2026 | Corpos em disputa: inscrições, ausências e pertencimentos
A partir das práticas artísticas de Leticia Parente e Ana Mendieta, o corpo vestido (ou despido) é pensado como campo de tensão política. A aula aborda performances e gestos que inscrevem questões de gênero, violência, exílio e memória, compreendendo o vestir como dispositivo crítico e prática de elaboração de si.
Aula 4 – 04/11/2026 | Arquivos do sensível: diáspora, imagem e reexistência
Em diálogo com Aline Motta e María Magdalena Campos-Pons, a aula examina como fotografias, vestimentas e objetos têxteis constroem narrativas sobre diáspora e pertencimento. Ao tensionar histórias oficiais da arte e da moda, suas poéticas visuais ativam memórias e propõem formas de reexistência.
Carolina Casarin é autora do livro O guarda-roupa modernista: o casal Tarsila e Oswald e a moda, lançado pela editora Companhia das Letras em fevereiro de 2022. Escritora, professora, pesquisadora e figurinista, é doutora em Artes Visuais
pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com doutorado sanduíche no Institut d’Histoire du Temps Présent, em Paris, mestre em
Letras Vernáculas, licenciada e bacharel em Letras (português-literaturas de língua portuguesa) também pela UFRJ. Suas pesquisas estão centradas no campo da história do vestuário e da moda, com foco nas relações entre moda, arte e literatura.
Hanayrá Negreiros é autora do livro Negras maneiras de vestir: Moda, memória e arte afro-brasileira, publicado pela editora Paralela, selo da Companhia das Letras. Atua como curadora de moda, pesquisadora e escritora, e é doutoranda em História pela PUC-SP. Seus trabalhos entrelaçam moda e artes visuais a partir de abordagens transnacionais e de histórias do vestir da diáspora africana no Brasil. Atuou como curadora-adjunta de moda no MASP, colaborou com o Instituto Moreira Salles, co-curou a exposição Artistas do vestir: uma costura dos afetos, no Itaú Cultural, e foi curadora interlocutora da State of Fashion Biennale 2024. Atualmente, é professora convidada no curso de Especialização em Moda, Arte e Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora.