VAGAS LIMITADAS
Por ocasião da exposição La Chola Poblete: pop andino, sua primeira individual em um museu brasileiro, a artista e o curador Leandro Muniz reúnem-se no MASP Conversas, com mediação de Andressa Samanta, para discutir aspectos centrais da mostra, como a mistura de linguagens, a articulação de referências culturais diversas em uma mesma obra e a apropriação de signos e trabalhos de outros artistas, recontextualizados no universo de Poblete. Além de abordar os processos internos de elaboração e execução dos projetos da artista, a exposição será discutida no contexto brasileiro e no programa do MASP, que neste ano é dedicado às Histórias Latino-americanas, mas que já passou por Histórias LGBTQIA+ — da qual Poblete participou na exposição coletiva e no seminário —, além de Histórias das mulheres, Histórias Feministas e Histórias Indígenas, grupos dos quais ela também faz parte, propondo, assim, uma leitura interseccional das discussões promovidas no escopo do museu.
Esta edição do MASP Conversa será realizada presencialmente, com tradução simultânea para português e espanhol (retirada de fones mediante apresentação de documento com foto) e interpretação em Libras, e posterior disponibilização no canal do MASP no YouTube..
Com La Chola Poblete, artista, e Leandro Muniz, curador assistente, MASP
Mediação: Andressa Samanta, Analista de mediação e programas públicos, MASP
Organização: Andressa Samanta, Bruna Fernanda e Daniela Rodrigues
Legenda: La Chola Poblete, Sem título, da série Hasta la tristeza es distinta con el Sol [Até a tristeza é diferente com o Sol], 2025
La Chola Poblete (Guaymallén, Argentina, 1989) produz performances, desenhos, fotografias e vídeos nos quais parte de seu corpo e de sua biografia para discutir as complexidades da identidade chola — termo usado para mulheres mestiças de ascendência indígena na América Latina — e os legados coloniais na região andina, incluindo a violência contra a população LGBTQIA+ e grupos racialmente marcados. Entre suas exposições individuais recentes destacam-se La Chola Poblete: pop andino, com curadoria de Adriano Pedrosa e Leandro Muniz (MASP, 2026), Guaymallén (Palais Populaire, Berlim, 2023), Pap Art (Kunsthalle Lissabon, Lisboa, 2023) e Ejercicios del llanto (Museo Moderno, Buenos Aires, 2022). O trabalho de La Chola Poblete foi incluído na 60ª Biennale di Venezia (Veneza, 2024), ocasião em que recebeu uma Menção Especial. A artista também participou da plataforma experimental de desenvolvimento para artistas transdisciplinares Laboratorio de Acción (Complejo Teatral de Buenos Aires, 2019), MARCO Arte Foco (Buenos Aires, 2018), além de ter estudado artes visuais na Universidad Nacional de Cuyo (Mendoza, Argentina, 2009–2014).