Aula 1 - 6.11.2025 | Subjetividades modernas
Neste encontro veremos as perspectivas de gênero, classe e raça na arte brasileira do início do século 20 como expressões conflituosas da modernidade. Observando a circulação internacional de artistas e os primeiros debates sobre arte moderna no país antes de 1922.
Aula 2 - 13.11.2025 | Vanguardas e tradições
Quais foram os limites da Semana de Arte Moderna e porquê ela ainda importa? Repensar a ideia de “influência” a partir das posições dos modernistas diante do futurismo, cubismo, surrealismo e retorno à ordem. A invenção de tradições brasileiras e modernas. Antropofagia e o projeto de descolonização da mentalidade nacional.
Aula 3 - 27.11.2025 | Engajamento, experimentação e repressão
No penúltimo encontro, discutiremos o surgimento de novos grupos de artistas modernos na elite e na classe operária, como os Bailes de Carnaval, anarquismo e arte revolucionária. A repressão policial ao Clube dos Artistas Modernos. A experiência transnacional dos Salões de Maio. Portinarismo e anti-portinarismo. Modernistas no Estado Novo.
Aula 4 - 04.12.2025 | Figurações versus abstrações
Na última aula, veremos fotomontagem e fotografia, presenças marginais e tardias no modernismo. Pluralidade da pintura e da escultura figurativa nos anos 1940/1950. O surgimento das galerias e museus de arte moderna. A polarização do debate entre figuração e abstração. Sentidos da geometria na arte construtiva brasileira.
Thiago Gil Virava é Pesquisador de Pós-doutorado vinculado ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Postdoctoral Fellow na Bibliotheca Hertziana—Max Planck Institut für Kunstgeschichte, em Roma, com pesquisa sobre o livro Os ossos do mundo (1936), de Flávio de Carvalho, investigando as meditações antropofágicas do artista sobre a arte italiana e a rede transnacional de colaboradores formada por ele na Europa. Possui Mestrado e Doutorado em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Entre 2013 e 2024, trabalhou como pesquisador, coordenador e gerente da equipe de educação da Fundação Bienal de São Paulo. É autor dos livros Uma Brecha para o Surrealismo: percepções do movimento surrealista no Brasil (Alameda, 2015) e Um boxeur na arena: Oswald de Andrade e as artes visuais no Brasil (Edições Sesc/Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, 2024). Tem textos sobre o modernismo brasileiros em publicações acadêmicas e não-acadêmicas no Brasil e no exterior.