O seminário Histórias latino-americanas destaca as contribuições de mulheres e artistas não binários da América Latina e do Caribe, especialmente em relação ao Atlântico Negro. Busca desenvolver novos marcos interpretativos que reflitam a complexidade e a pluralidade das histórias da arte globais, envolvendo-se de maneira crítica com narrativas moldadas por hierarquias de gênero, raça e classe. O seminário também aborda a dinâmica transcultural nas Américas, os silêncios e ausências dos arquivos e as formas como as metodologias criativas intervêm para reimaginar e contestar as estruturas dominantes.
Este é o terceiro seminário de uma série que apoia o programa de 2026 do MASP, dedicado às histórias latino-americanas. Esta edição, concebida juntamente com a organização AWARE: Archives of Women Artists, Research & Exhibitions, reúne, em um diálogo transnacional, pesquisadores, curadores, ativistas e artistas da região da América Latina e do Caribe, bem como de suas diásporas nos Estados Unidos.
Fundada em 2014, a AWARE trabalha para tornar visíveis as mulheres artistas dos séculos 16 a 21. Atualmente, seu recurso online trilíngue (francês/inglês/japonês) gratuito inclui 1,4 mil textos biográficos e atrai até 180 mil acessos mensais. A AWARE representa uma diversidade de vozes, com contribuições de cerca de 500 pesquisadoras, historiadoras de arte feministas, críticas e ativistas de todo o mundo. Este seminário colaborativo é realizado em diálogo com iniciativas de pesquisa de médio prazo lideradas pela AWARE, como The Origin of Others. Rewriting Art History in the Americas, 19th Century–Today e o programa de residência Marie-Solanges Apollon.
O MASP é uma instituição diversa, inclusiva e plural, comprometida em promover diálogos críticos e criativos entre o passado e o presente, culturas e territórios por meio das artes visuais. O programa anual do Museu é organizado em torno de histórias. Em português, o termo histórias é intencionalmente aberto, plural, inacabado e não totalizante, abrangendo narrativas políticas, econômicas, sociais, pessoais e ficcionais. Esse marco conceitual estrutura tanto as exposições quanto os Programas Públicos e de Ensino do MASP, incluindo seus seminários.
Os seminários introduzem, estimulam e divulgam debates relacionados a esses eixos temáticos, colocando a pesquisa curatorial em um diálogo estreito com a prática pedagógica. No MASP, os seminários acontecem entre um e dois anos antes da exposição, servindo como plataforma inicial para o debate público. Eles são realizados online ou de forma presencial e são sempre transmitidos no canal do Museu no YouTube.
ORGANIZAÇÃO |
Amanda Carneiro, curadora, MASP; André Mesquita, curador, MASP; Glaucea Helena de Britto, curadora assistente, MASP; Carolina Hernández Muñoz, gerente de programa de Redes Internacionais, AWARE; Nina Volz, chefe de Programas Internacionais, AWARE; com a assistência de Bruna Fernanda, assistente curatorial, MASP.
PRESENCIAL, COM TRADUÇÃO SIMULTÂNEA |
O seminário ocorrerá de forma presencial, e as falas serão traduzidas simultaneamente para o português, o inglês e o espanhol, com interpretação em Libras.
VAGAS LIMITADAS
CERTIFICADO |
As pessoas presentes receberão certificado de participação e ganharão ingressos para ver todas as exposições do MASP no dia do evento.
Seminario Historias latinoamericanas
El seminario Historias latinoamericanas pone de relieve las contribuciones de mujeres y artistas no binarios de América Latina y el Caribe, en particular en relación con el Atlántico Negro. Su objetivo es desarrollar nuevos marcos interpretativos que reflejen la complejidad y la pluralidad de las historias del arte globales, mediante una aproximación crítica a narrativas moldeadas por jerarquías de género, raza y clase. El seminario también aborda las dinámicas transculturales en las Américas, los silencios y las ausencias en los archivos, y examina cómo las metodologías creativas intervienen para reimaginar y cuestionar las estructuras dominantes.
Este es el tercer seminario de una serie que acompaña el programa del MASP para 2026, dedicado a las historias latinoamericanas. Esta edición, concebida en colaboración con la organización AWARE (Archives of Women Artists, Research & Exhibitions), reúne, en un diálogo transnacional, a investigadoras, curadoras, activistas y artistas de América Latina y el Caribe, así como a integrantes de sus diásporas en los Estados Unidos.
Fundada en 2014, AWARE trabaja para visibilizar a las mujeres artistas de los siglos XVI al XXI. En la actualidad, su plataforma en línea, gratuita y trilingüe (disponible en francés, inglés y japonés), reúne 1.400 textos biográficos y recibe hasta 180.000 visitas mensuales. AWARE representa una diversidad de voces, con contribuciones de cerca de 500 investigadoras, historiadoras del arte feministas, críticas y activistas de todo el mundo. Este seminario colaborativo se realiza en diálogo con iniciativas de investigación de mediano plazo impulsadas por AWARE, como The Origin of Others. Rewriting Art History in the Americas, 19th Century–Today y el Programa de residencias Marie-Solanges Apollon.
El MASP es una institución diversa, inclusiva y plural que, a través de las artes visuales, fomenta diálogos críticos y creativos entre el pasado y el presente, así como entre culturas y territorios. El programa anual del Museo se organiza en torno a historias. En portugués, el término historias es deliberadamente amplio, plural, inacabado y no totalizante, y abarca narrativas políticas, económicas, sociales, personales y ficticias. Este marco conceptual estructura tanto las exposiciones como los Programas Públicos y Educativos del MASP, incluidos sus seminarios.
Dichos seminarios introducen, estimulan y difunden debates relacionados con estos ejes temáticos, situando la investigación curatorial en un diálogo estrecho con la práctica pedagógica. En el MASP, se realizan con uno o dos años de antelación respecto a la exposición y funcionan como una plataforma inicial para el debate público. Se llevan a cabo de forma presencial u online y se transmiten siempre en el canal de YouTube del Museo.
ORGANIZACIÓN |
Amanda Carneiro, curadora, MASP; André Mesquita, curador, MASP; Glaucea Helena de Britto, curadora asistente, MASP; Carolina Hernández Muñoz, gerente de Programa de Redes Internacionales, AWARE; Nina Volz, jefa de Programas Internacionales, AWARE; con la colaboración de Bruna Fernanda, asistente curatorial, MASP.
PRESENCIAL, CON TRADUCCIÓN SIMULTÁNEA |
El seminario se realizará de manera presencial y las intervenciones serán traducidas simultáneamente al portugués, inglés y español, con interpretación en Libras.
CUPOS LIMITADOS
Es necesario inscribirse para participar.
CERTIFICADO |
Los asistentes recibirán un certificado de participación y entradas para ver todas las exposiciones del MASP el día del evento.
Este seminário é realizado com o apoio da Terra Foundation for American Art.
Este seminario se realiza con el apoyo de la Terra Foundation for American Art.
21.1.2026
Quarta-feira
10H30 – 10H45
Introdução
André Mesquita, curador, MASP
Nina Volz, chefe de Programas Internacionais, AWARE
10H45 – 13H
OCHY CURIEL
Epistemologias decoloniais. Entre as instituições museológicas e as autonomias políticas
Nesta apresentação, proponho problematizar as tensões que surgem quando as epistemologias decoloniais são cooptadas por instituições, incluindo museus, que apoiam um multiculturalismo liberal que celebra a diferença, mas não desconstrói as relações de poder coloniais. Depois disso, apresentarei a experiência das escolas feministas decoloniais realizadas pelo Grupo Latinoamericano de Estudios, Formación y Acción Feminista (Glefas) em diferentes locais de Abya Yala como propostas autônomas que concretizam a decolonização do conhecimento.
ANGÉLICA M. SÁNCHEZ BARONA
Manuais de história natural e pintura no Vice-reino de Nova Granada: apagando e construindo a África em outras terras
A segunda metade do século XVIII testemunhou a consolidação do que então se chamava “história natural” – um marco científico que legitimou a hierarquização da humanidade ao incorporar estereótipos construídos por meio da alteridade. Nesta apresentação, analiso as ideias naturalistas que circularam nesse período sobre a África e seus habitantes, bem como sobre as regiões de planície do Vice-reino de Nova Granada, uma colônia espanhola no continente americano que abrangia o que atualmente são Colômbia, Panamá, Equador e Venezuela. Ao estudar as alegorias da África encontradas em manuais de desenho e pintura, bem como as descrições feitas por naturalistas dos territórios que visitaram, esta pesquisa mostra como a interação da cultura visual com a história natural contribuiu para a perpetuação de imagens e imaginários nocivos – tanto dos corpos das mulheres negras quanto dos territórios com populações predominantemente afrodescendentes nos países latino-americanos que faziam parte do vice-reinado.
ALINE MIKLOS
Censura e arte no Brasil e na Argentina após a redemocratização: quando gênero e religião entram em conflito
Quarenta anos após o fim das ditaduras militares no Brasil e na Argentina, práticas de censura a obras de arte continuam presentes, frequentemente motivadas por disputas políticas, religiosas e de gênero. Este trabalho analisa casos do século 21 em que produções artísticas foram censuradas ou sofreram tentativas de censura, por abordarem relações entre gênero e a religião católica. A pesquisa parte da identificação de episódios ocorridos em ambos os países e da análise comparada de seus contextos sociais, jurídicos e institucionais. A metodologia combina levantamento documental, revisão de debates públicos e exame das estratégias narrativas empregadas por artistas e por atores censores. Os resultados indicam que, apesar da consolidação democrática, a controvérsia em torno das representações de gênero vinculadas ao imaginário católico permanece como uma área sensível; da mesma forma, revelam tensões persistentes relacionadas à liberdade de expressão, à memória autoritária e a disputas contemporâneas por legitimidade cultural.
Mediação: Nina Volz, AWARE
13H – 14H30
Intervalo
14H30 — 16H45
KENCY CORNEJO
Arte centro-americana: desobediência visual e outras formas de histórias da arte
Há muito tempo, a região da América Central tem sido ofuscada por suas histórias de colonialismo e por ser um alvo do império dos EUA. Consequentemente, as representações populares do istmo reforçam uma narrativa de tragédia e vitimização. Ao mesmo tempo, suas narrativas artísticas foram excluídas dos cânones dominantes da história da arte. No entanto, para além da omissão, qual é a correlação entre o apagamento da criatividade de um povo e a negação da humanidade de um povo? Um debate sobre a colonialidade visual serve como preparação para uma teorização da desobediência visual como uma tática de resistência na região centro-americana do pós-guerra. Por meio da desobediência visual – como um desafio tanto aos Estados-nação quanto à colonialidade visual –, os artistas teorizam e expõem as questões mais prementes da região na interseção de raça, gênero, sexualidade, cidadania e criminalização. O foco dado a artistas negros, indígenas, não binários e mulheres nesse contexto revela intervenções epistêmicas e políticas, e a possibilidade de outras formas de histórias da arte.
ERICA MOIAH JAMES
Fora da vista: arquiteturas iluminadoras da visibilidade e do significado nos retratos haitianos do século 19 de autoria de Louis Rigaud
Esta apresentação analisa como as mudanças nas abordagens disciplinares aplicadas aos retratos de líderes haitianos do século 19, produzidos pelo artista Louis Rigaud (pinturas históricas, objetos etnográficos e arte moderna), transformaram seu valor em termos de pesquisa, exposição e coleção. No processo, a apresentação revela o que se torna visível para além das fronteiras disciplinares ocidentais da história da arte, ao mesmo tempo em que modela uma forma mais prismática de se ver.
DANIELLE ALMEIDA
Por uma epistemologia laríngea: Exu e arte na voz das cantoras negras latino-americanas
Este trabalho propõe uma reflexão sobre o protagonismo das cantoras negras na música latino-americana do século 20, compreendendo suas vozes como um estatuto epistêmico de memória, resistência e produção de sentido estético e político. Para sustentar essa abordagem, a pesquisa mobiliza a figura de Exu, orixá iorubá ressignificado no contexto diaspórico, associado à comunicação e ao ritmo, como fundamento conceitual de uma “epistemologia laríngea”. Nessa perspectiva, a laringe – enquanto espaço físico e simbólico da emissão vocal – é compreendida como um meio de articulação entre corpo, cultura e espiritualidade, no qual canto e fala operam como veículos de axé (força vital) e ofó (poder encantatório da palavra). Assim, a voz dessas artistas é analisada como arma-ferramenta capaz de tensionar e denunciar opressões coloniais, racistas e patriarcais. Ressalta-se que, embora a pesquisa utilize referenciais iorubás como perspectiva analítica, não se pretende homogeneizar as diversas matrizes culturais da América Latina, ao analisar as trajetórias e os repertórios de Toña La Negra (México), Mercedita Valdés (Cuba), Elza Soares (Brasil) e Victoria Santa Cruz (Perú), como arquivos vivos da diáspora negra.
Mediação: Glaucea Helena de Britto, curadora assistente, MASP
17H — 18H
Conferência
COCO FUSCO
Como uma mulher fala por si mesma quando representa uma nação?
Minha apresentação terá como tema artistas afro-cubanas e as condições específicas que elas enfrentam. Embora o meu foco seja nos artistas visuais, é essencial reconhecer que as representações icônicas de cubanos e cubanas negros surgiram na literatura e, depois, foram popularizadas nas artes cênicas, no cinema e no turismo. Descreverei as restrições históricas e políticas que impactaram o tratamento artístico da identidade racial e de gênero em Cuba nas últimas décadas, a fim de compreender como a revolução produziu os parâmetros de uma expressão criativa aceitável. Mostrarei como a descriminalização da religião, as dificuldades econômicas que se iniciaram na década de 1990 e a explosão do turismo nos últimos 30 anos afetaram as escolhas artísticas dos artistas afro-cubanos, em geral, e das mulheres afro-cubanas, em particular. Na minha apresentação considerarei obras de artistas como Belkis Ayon, Magdalena Campos, Gertrudis Rivalta, Susana Pilar e Laura Gilbert.
Mediação: Laura Cosendey, curadora assistente, MASP
PROGRAMA |
21.1.2026
10:30 – 10:45
Introducción
André Mesquita, curador, MASP
Nina Volz, jefa de Programas Internacionales, AWARE
10:45 – 13:00
OCHY CURIEL
Epistemologías decoloniales. Entre las instituciones museológicas y las autonomías políticas
En esta presentación, se propone problematizar las tensiones que surgen cuando las epistemologías decoloniales son cooptadas por instituciones, incluidos los museos, que sostienen un multiculturalismo liberal que celebra la diferencia, pero no deconstruye las relaciones de poder coloniales. Será presentada la experiencia de las escuelas feministas decoloniales organizadas por el Grupo Latinoamericano de Estudios, Formación y Acción Feminista (Glefas) en distintos lugares de Abya Yala como ejemplos de propuestas autónomas que concretan la descolonización del conocimiento.
ANGÉLICA M. SÁNCHEZ BARONA
Manuales de historia natural y pintura en el Virreinato de Nueva Granada: borrando y construyendo África en otras tierras
La segunda mitad del siglo XVIII fue testigo de la consolidación de lo que entonces se denominaba “historia natural”, un marco científico que legitimó la jerarquización de la humanidad al incorporar estereotipos construidos a partir de la alteridad. En esta presentación, se analizan las ideas naturalistas que circularon en ese período sobre África y sus habitantes, así como sobre las regiones de llanura del Virreinato de Nueva Granada, una colonia española en el continente americano que abarcaba los territorios que hoy ocupan Colombia, Panamá, Ecuador y Venezuela. Al estudiar las alegorías de África presentes en manuales de dibujo y pintura, así como las descripciones realizadas por naturalistas de los territorios que visitaron, esta investigación muestra cómo la interacción de la cultura visual con la historia natural contribuyó a la perpetuación de imágenes e imaginarios nocivos, tanto de los cuerpos de las mujeres negras como de los territorios con poblaciones predominantemente afrodescendientes en los países latinoamericanos que formaron parte del virreinato.
ALINE MIKLOS
Censura y arte en Brasil y Argentina tras la redemocratización: cuando género y religión entran en conflicto
Cuarenta años después del fin de las dictaduras militares en Brasil y Argentina, las prácticas de censura de obras de arte siguen presentes, a menudo motivadas por disputas políticas, religiosas y de género. Este trabajo analiza casos del siglo XXI en los que producciones artísticas fueron censuradas o sufrieron intentos de censura por abordar relaciones entre el género y la religión católica. La investigación parte de la identificación de episodios ocurridos en ambos países y del análisis comparado de sus contextos sociales, jurídicos e institucionales. La metodología combina el relevamiento documental, la revisión de debates públicos y el examen de las estrategias narrativas empleadas por artistas y otros actores que fueron censurados. Los resultados indican que, a pesar de la consolidación democrática, la controversia en torno a las representaciones de género vinculadas al imaginario católico sigue siendo un ámbito sensible; del mismo modo, revelan tensiones persistentes relacionadas con la libertad de expresión, la memoria autoritaria y las disputas contemporáneas por la legitimidad cultural.
Moderadora: Nina Volz, AWARE
13:00 – 14:30
Pausa
14:30 — 16:45
KENCY CORNEJO
Arte centro-americana: desobediencia visual y otras formas de historias del arte
Desde hace mucho tiempo, la región de América Central ha sido eclipsada por sus historias de colonialismo y por su condición de objetivo del imperio estadounidense. En consecuencia, las representaciones populares del istmo refuerzan una narrativa de tragedia y victimización. Al mismo tiempo, sus expresiones artísticas han sido excluidas de los cánones dominantes de la historia del arte. Sin embargo, más allá de la omisión, ¿cuál es la correlación entre la invisibilización de la creatividad de un pueblo y la negación de su humanidad? Un debate sobre la colonialidad visual sirve de preparación para una teorización de la desobediencia visual como táctica de resistencia en la región centroamericana en el período de posguerra. A través de la desobediencia visual —como un desafío tanto a los Estados-nación como a la colonialidad visual—, las y los artistas teorizan y exponen las cuestiones más apremiantes de la región en la intersección de raza, género, sexualidad, ciudadanía y criminalización. El énfasis en artistas negros, indígenas, no binarios y mujeres en este contexto revela intervenciones epistémicas y políticas, así como la posibilidad de otras formas de historias del arte.
ERICA MOIAH JAMES
Fuera de la vista: arquitecturas que iluminan la visibilidad y el significado en los retratos haitianos del siglo XIX de Louis Rigaud
Esta presentación analiza cómo los cambios en los enfoques disciplinarios aplicados a los retratos de líderes haitianos del siglo XIX, producidos por el artista Louis Rigaud (pinturas históricas, objetos etnográficos y arte moderno), transformaron su valor en términos de investigación, exhibición y colección. En el proceso, la presentación revela lo que se vuelve visible más allá de las fronteras disciplinarias occidentales de la historia del arte, al mismo tiempo que propone una manera más prismática de mirar.
DANIELLE ALMEIDA
Hacia una epistemología laríngea: Exu y el arte en la voz de las cantoras negras latinoamericanas
Este trabajo propone una reflexión sobre el protagonismo de las cantoras negras en la música latinoamericana del siglo XX, comprendiendo sus voces como un estatuto epistémico de memoria, resistencia y producción de sentido estético y político. Para sustentar este enfoque, la investigación moviliza la figura de Exu, orixá yoruba resignificado en el contexto diaspórico y asociado a la comunicación y al ritmo, como fundamento conceptual de una “epistemología laríngea”. En esta perspectiva, la laringe —como espacio físico y simbólico de la emisión vocal— se entiende como un medio de articulación entre cuerpo, cultura y espiritualidad, donde canto y palabra operan como vehículos de axé (fuerza vital) y ofó (poder encantatorio
de la palabra). Así, la voz de estas artistas se analiza como un arma-herramienta capaz de tensionar y denunciar opresiones coloniales, racistas y patriarcales. Cabe destacar que, aunque la investigación utiliza referentes yoruba como perspectiva analítica, no se pretende homogeneizar las diversas matrices culturales de América Latina, al analizar las trayectorias y repertorios de Toña La Negra (México), Mercedita Valdés (Cuba), Elza Soares (Brasil) y Victoria Santa Cruz (Perú) como archivos vivos de la diáspora negra.
Moderadora: Glaucea Helena de Britto, curadora assistente, MASP
17:00 — 18:00
Conferencia
COCO FUSCO
¿Cómo habla una mujer por sí misma cuando representa a una nación?
Esta presentación aborda a artistas afro-cubanas y las condiciones específicas que enfrentan. Aunque se centra en los artistas visuales, es esencial reconocer que las representaciones icónicas de cubanas y cubanos negros surgieron primero en la literatura y, posteriormente, se popularizaron en las artes escénicas, el cine y el turismo. Se analizan las restricciones históricas y políticas que han impactado el tratamiento artístico de la identidad racial y de género en Cuba en las últimas décadas, con el fin de comprender cómo la revolución produjo los parámetros de una expresión creativa aceptable. Se examina de qué manera la descriminalización de la religión, las dificultades económicas iniciadas en la década de 1990 y la explosión del turismo en los últimos 30 años han afectado las decisiones artísticas de los artistas afro-cubanos en general y de las mujeres afro-cubanas en particular. La presentación incluye obras de artistas como Belkis Ayón, Magdalena Campos, Gertrudis Rivalta, Susana Pilar y Laura Gilbert.
Moderadora: Laura Cosendey, curadora assistente, MASP
ALINE MIKLOS
Aline Miklos é pesquisadora e gestora de programas, com atuação internacional em direitos humanos, direitos culturais, justiça de transição e garantias do Estado de direito. Doutora em Direito e Ciências Sociais e mestre em História da Arte pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), desenvolveu sua trajetória com foco na liberdade de expressão e de criação artística, censura, questões relacionadas ao gênero e às minorias étnico-raciais. Além da atuação acadêmica, Aline tem mais de dez anos de experiência na área de direitos humanos e, atualmente, é coordenadora de Advocacy e Garantias do Estado de Direito no Instituto Vladimir Herzog.
ANGÉLICA M. SÁNCHEZ BARONA
Historiadora, economista e historiadora da arte especializada em história colonial, história das artes e culturas do século 18, feminismos afrodiaspóricos e interseccionalidade. É doutoranda em Estudos Africanos e Afro-Americanos na Universidade de Harvard e vinculada ao Afro-Latin America Research Institute (Alari) de Harvard e ao grupo de pesquisa Interseccionalidades da Associação Casa Cultural El Chontaduro em Cali, Colômbia. É coeditora (com Vergara-Figueroa e de la Fuente) da coleção Afro-Colombian Studies: Essential Readings (2025) e publicou artigos e capítulos de livros como “Instruments of Persuasion: Painting Manuals and the Visual Construction of Africa and Africans in the Viceroyalty of New Granada, Eighteenth Century” [Instrumentos de persuasão: manuais de pintura e a construção visual da África e dos Africanos no Vice-reino de Nova Granada, século XVIII] (2024), e “I Am Free, I Come to Enslave Myself! 1976” [Sou livre, venho me escravizar! 1976] (2019). Atualmente, ela é vinculada ao Dumbarton Oaks Research Center, que lhe concedeu a William R. Tyler Fellowship para o período 2024-2026.
COCO FUSCO
Coco Fusco é uma artista e escritora interdisciplinar. Ela é membro da Academy of Arts and Letters e professora de arte na Cooper Union. Fusco recebeu vários prêmios, incluindo uma Guggenheim fellowship, uma United States Artists fellowship, uma Fulbright fellowship e um Herb Alpert Award in the Arts. As performances e vídeos de Fusco foram apresentados na 56ª Bienal de Veneza, Frieze Special Projects, Basel Unlimited, três Whitney Biennials (2022, 2008 e 1993) e em várias outras exposições internacionais. Suas obras fazem parte dos acervos permanentes do Museum of Modern Art, do Art Institute of Chicago, do Walker Art Center, do Centre Pompidou, do Imperial War Museum e do Museu d’Art Contemporani de Barcelona. Fusco é autora de Dangerous Moves: Performance and Politics in Cuba (2015), English is Broken Here: Notes on Cultural Fusion in the Americas (1995), The Bodies that Were Not Ours (2001) e A Field Guide for Female Interrogators (2008).
DANIELLE ALMEIDA
Danielle Almeida atua na interseção entre arte, educação e gestão estratégica, desenvolvendo projetos voltados à justiça econômica e racial na América Latina. É graduada em Música pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e mestra em Ciências da Educação pela Universidade de Monterrey (UDEM, México). Entre outras atuações, foi docente e pesquisadora convidada do Programa de Estudos Independentes do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (Macba) e pesquisadora da Academy of the Arts of the World, na Alemanha. Com foco em políticas de inclusão e ações afirmativas para populações negras, coordenou o primeiro estudo sobre o perfil do afroempreendedorismo na América Latina. Atualmente, é gerente de Conteúdo e Desenvolvimento Institucional no Museu das Favelas.
ERIKA MOIAH JAMES
Erica Moiah James é historiadora de arte, curadora e professora associada da University of Miami. Anteriormente, ela foi diretora-fundadora e curadora-chefe da National Gallery of the Bahamas e professora assistente de história da arte e estudos afro-americanos na Yale University. Suas pesquisas têm como foco a arte indígena, moderna e contemporânea do Caribe, das Américas e da diáspora africana. Suas publicações incluem Decolonizing Time: Nineteenth Century Haitian Portraiture and the Critique of Anachronism in Caribbean Art (NKA2019); La Luz de Cosas / The Light of Things (El Museo2023), e “Prismatic Blackness: Art, Being and Aesthetics in the Global Caribbean” (2024) em Image of the Black in Latin American and Caribbean Art (HarvardUP2024). E seus projetos curatoriais recentes incluem Didier William: nou kite tout sa dèyè (MoCA-NoMi) e Nari Ward: Home of the Brave (Vilcek Foundation). Seu livro mais recente é intitulado After Caliban: Caribbean Art in a Global Imaginary (DUP 2025).
KENCY CORNEJO
Kency Cornejo é historiadora de arte contemporânea e ativismo nas Américas. Ela é professora associada do Department of Chicana/o & Central American Studies da University of California, Los Angeles (UCLA). Suas especializações em pesquisa e ensino incluem arte e cultura visual da América Central e suas diásporas, expressões criativas em movimentos sociais anticoloniais e antirracistas, e estética e metodologias decoloniais no campo da arte. Seu livro Visual Disobedience: Art and Decoloniality in Central America (Duke University Press, 2024) explora três décadas de arte e decolonialidade na região e ganhou o Association for the Study of the Arts of the Present (ASAP) Book Prize de 2025. Seu trabalho contou com o apoio das Fundações Fulbright e Ford, uma Andy Warhol Foundation Arts Writers Grant e uma National Endowment for the Humanities Faculty Award Grant. Kency Cornejo é filha de imigrantes salvadorenhos e foi criada em Compton, Califórnia.
OCHY CURIEL
Ochy Curiel Pichardo nasceu na República Dominicana e vive na Colômbia. Ela é ativista feminista decolonial, cofundadora do Grupo Latinoamericano de Estudios, Formación y Acción Feminista (Glefas). É doutora e mestra em Antropologia Social pela Universidad Nacional de Colombia e professora da mesma universidade. Ela é cantora e compositora, além de ter escrito vários artigos nos quais articula raça, classe, sexo, sexualidade e nação. Entre suas publicações, destacam-se os livros: La Nación Heterosexual, Análisis del Discurso jurídico y el Régimen Heterosexual desde la Antropología de la Dominación (2013) e Un Golpe de Estado: la Sentencia 168-13. Continuidades y discontinuidades del racismo en República Dominicana (2021). Foi convidada como oradora de eventos realizados em diferentes continentes e obteve diversas espécies de reconhecimento, como a Distinção Honorária da Sociologist for Women in Society (SWS), por suas contribuições políticas e teóricas (2022) e por sua excelência no ensino pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidad Nacional de Colombia (2016).
MINI-BIO DE LOS PARTICIPANTES |
ALINE MIKLOS
Aline Miklos es investigadora y gestora de programas, con trayectoria internacional en derechos humanos, derechos culturales, justicia transicional y garantías del Estado de derecho. Doctora en Derecho y Ciencias Sociales y máster en Historia del Arte por la École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), ha desarrollado su carrera enfocándose en la libertad de expresión y creación artística, la censura y cuestiones vinculadas al género y a las minorías étnico-raciales. Además de su labor académica, cuenta con más de diez años de experiencia en el ámbito de los derechos humanos y actualmente se desempeña como coordinadora de Advocacy y Garantías del Estado de Derecho en el Instituto Vladimir Herzog.
ANGÉLICA M. SÁNCHEZ BARONA
Historiadora, economista e historiadora del arte, especializada en historia colonial, historia de las artes y culturas del siglo XVIII, feminismos afrodiaspóricos e interseccionalidad. Es doctoranda en Estudios Africanos y Afroamericanos en la Universidad de Harvard y está vinculada al Afro-Latin America Research Institute (ALARI) de Harvard y al grupo de investigación Interseccionalidades de la Asociación Casa Cultural El Chontaduro en Cali, Colombia. Es coeditora (junto con Vergara-Figueroa y de la Fuente) de la colección Afro-Colombian Studies: Essential Readings (2025) y ha publicado artículos y capítulos de libros como Instruments of Persuasion: Painting Manuals and the Visual Construction of Africa and Africans in the Viceroyalty of New Granada, Eighteenth Century [Instrumentos de persuasión: manuales de pintura y la construcción visual de África y los africanos en el Virreinato de Nueva Granada, siglo XVIII] (2024), y I Am Free, I Come to Enslave Myself! 1976 [¡Soy libre, vengo a esclavizarme! 1976] (2019). Actualmente está vinculada al Dumbarton Oaks Research Center, que le otorgó la William R. Tyler Fellowship para el período 2024-2026.
COCO FUSCO
Coco Fusco es artista y escritora interdisciplinaria. Es miembro de la Academy of Arts and Letters y profesora de arte en Cooper Union. Ha recibido numerosos premios, incluidos una beca Guggenheim, una beca United States Artists, una beca Fulbright y un Herb Alpert Award in the Arts. Sus performances y videos han sido presentados en la 56ª Bienal de Venecia, Frieze Special Projects, Basel Unlimited, tres Whitney Biennials (2022, 2008 y 1993) y numerosas exposiciones internacionales. Sus obras forman parte de las colecciones permanentes del Museum of Modern Art, del Art Institute of Chicago, del Walker Art Center, del Centre Pompidou, del Imperial War Museum y del Museu d’Art Contemporani de Barcelona. Es autora de Dangerous Moves: Performance and Politics in Cuba (2015), English is Broken Here: Notes on Cultural Fusion in the Americas (1995), The Bodies that Were Not Ours (2001) y A Field Guide for Female Interrogators (2008).
DANIELLE ALMEIDA
Danielle Almeida trabaja en la intersección entre arte, educación y gestión estratégica, desarrollando proyectos orientados a la justicia económica y racial en América Latina. Es Licenciada en Música por la Universidad Federal de Pelotas (UFPel) y Máster en Ciencias de la Educación por la Universidad de Monterrey (UDEM, México). Entre otras actividades, ha sido docente e investigadora invitada del Programa de Estudios Independientes del Museo de Arte Contemporáneo de Barcelona (Macba) e investigadora de la Academy of the Arts of the World, en Alemania. Con un enfoque en políticas de inclusión y acciones afirmativas para poblaciones negras, coordinó el primer estudio sobre el perfil del afroemprendimiento en América Latina. Actualmente es gerente de Contenido y Desarrollo Institucional en el Museo de las Favelas.
ERIKA MOIAH JAMES
Erika Moiah James es historiadora de arte, curadora y profesora asociada en la University of Miami. Anteriormente, fue directora fundadora y curadora jefe de la National Gallery of the Bahamas y profesora asistente de historia del arte y estudios afroamericanos en la Yale University. Sus investigaciones se centran en el arte indígena, moderno y contemporáneo del Caribe, de las Américas y de la diáspora africana. Entre sus publicaciones se encuentran Decolonizing Time: Nineteenth Century Haitian Portraiture and the Critique of Anachronism in Caribbean Art (NKA 2019); La Luz de Cosas / The Light of Things (El Museo 2023) y Prismatic Blackness: Art, Being and Aesthetics in the Global Caribbean (2024) en Image of the Black in Latin American and Caribbean Art (Harvard UP 2024). Sus proyectos curatoriales recientes incluyen: Didier William: nou kite tout sa dèyè (MoCA-NoMi) y Nari Ward: Home of the Brave (Vilcek Foundation). Su libro más reciente se titula After Caliban: Caribbean Art in a Global Imaginary (DUP 2025).
KENCY CORNEJO
Kency Cornejo es historiadora del arte contemporáneo y del activismo en las Américas. Es profesora asociada del Department of Chicana/o & Central American Studies de la University of California, Los Angeles (UCLA). Sus áreas de especialización en investigación y docencia incluyen arte y cultura visual de América Central y sus diásporas, expresiones creativas en movimientos sociales anticoloniales y antirracistas y estética y metodologías decoloniales en el campo del arte. Su libro Visual Disobedience: Art and Decoloniality in Central America (Duke University Press, 2024) explora tres décadas de arte y decolonialidad en la región y recibió el Association for the Study of the Arts of the Present (ASAP) Book Prize en 2025. Su trabajo ha contado con el apoyo de las fundaciones Fulbright y Ford, así como de una beca de la Andy Warhol Foundation Arts Writers y de una beca Faculty Award del National Endowment for the Humanities. Kency Cornejo es hija de inmigrantes salvadoreños y creció en Compton, California.
OCHY CURIEL
Ochy Curiel Pichardo nació en República Dominicana y vive en Colombia. Es activista feminista decolonial y cofundadora del Grupo Latinoamericano de Estudios, Formación y Acción Feminista (Glefas). Es Doctora y Máster en Antropología Social por la Universidad Nacional de Colombia, donde también ejerce como profesora. Es cantante y compositora, además de autora de numerosos artículos en los que aborda temas como raza, clase, sexo, sexualidad y nación. Entre sus publicaciones destacan los libros La Nación Heterosexual: Análisis del Discurso Jurídico y el Régimen Heterosexual desde la Antropología de la Dominación (2013); Un Golpe de Estado: la Sentencia 168-13 y Continuidades y discontinuidades del racismo en República Dominicana (2021). Ha sido invitada como conferencista en eventos realizados en distintos continentes y ha recibido la distinción honoraria de la Sociologists for Women in Society (SWS) por sus contribuciones políticas y teóricas (2022) y un premio a la excelencia en la docencia otorgado por la Facultad de Ciencias Humanas de la Universidad Nacional de Colombia (2016).