MASP
logo-MASP Seminário
  • Ingressos
  • Loja
  • Apoie
  • Agenda

  • Busca

  • PT/EN
close-icon
  • Meus dados
  • Sair
  • logo-MASP
  • VISITE
    • AGENDA
    • PROGRAMA DE GRATUIDADE PARA GRUPOS
    • Agendamento de escolas particulares
    • COMO CHEGAR
    • HORÁRIOS
    • INGRESSOS
    • MASP LOJA
    • MASP restaurante A Baianeira
    • MASP CAFÉ
  • EXPOSIÇÕES
    • EM CARTAZ
    • FUTURAS
    • PASSADAS
    • PROGRAMAÇÃO ANUAL 2026
  • VÃO LIVRE
  • ESPETÁCULOS E EVENTOS
  • MASP Escola
    • BOLSAS PARA PROFESSORES
    • Férias
    • TRILHA PRÁTICAS EXPOSITIVAS — ONLINE
    • HISTÓRIAS DA ARTE
    • Estudos Críticos
    • TRILHA PRÁTICAS DECOLONIAIS
    • TRILHA PRÁTICAS EXPOSITIVAS — PRESENCIAL
    • MASP ENSINO
  • LOJA
  • SEJA MEMBRO
  • EDIÇÕES DE ARTE
  • Apoie
  • ACERVO
    • Conservação e restauro
    • Empréstimo de obras
    • Explore o acervo
    • Pesquise no acervo
    • Solicitação de imagens
  • Centro de pesquisa
  • Publicações
  • Mediação
    • PROGRAMA DE GRATUIDADE PARA GRUPOS
    • ARTE E DESCOLONIZAÇÃO
    • MASP Conversas
    • MASP Professores
    • MASP Pesquisa
    • Oficinas
    • Palestras
    • publicações
    • Seminários
  • SOBRE O MASP
    • Demonstrações Financeiras
    • Estatuto Social
    • Equipe
    • Contato
    • Diretoria
    • Governança
    • Masp Endowment
    • Parceiros e Patrocinadores
    • Relatório anual de atividades
    • SEU EVENTO NO MASP
    • SUSTENTABILIDADE
    • Trabalhe conosco
  • Mapa do museu
  • PT/EN

Seminário Flávio de Carvalho

MASP
16.7.2026
QUINTA-FEIRA
11H – 16H
Compartilhe
O seminário Flávio de Carvalho: o espetáculo do inconsciente reúne pesquisadores para explorar, sob diversas perspectivas, as intrincadas relações de Flávio de Carvalho (1899-1973) – o artista mais radical e polêmico do modernismo brasileiro – e a psicanálise.

O interesse de Carvalho pela mente humana permeia grande parte de sua obra, desde a Experiência no 2 (1931), célebre “performance” realizada no centro de São Paulo, até os retratos que capturam dimensões inconscientes de seus modelos ao longo de sua trajetória.

A psicanálise também se faz presente na breve, mas impactante, existência do Clube dos Artistas Modernos (CAM), fundado em 1932 por Carvalho, Di Cavalcanti, Carlos Prado e Antônio Gomide. Entre as iniciativas do grupo, destacam-se a mostra Mês das crianças e dos loucos (1933), que promoveu debates sobre arte e loucura, e O bailado do deus morto (1933), um espetáculo experimental idealizado e dirigido por Flávio de Carvalho.


ORGANIZAÇÃO
Regina Teixeira de Barros, curadora coordenadora e curadora do acervo, MASP. 

COORDENAÇÃO
Glaucea Helena de Britto, curadora assistente, MASP; com assistência de Bruna Fernanda, assistente curatorial, MASP.

TRANSMISSÃO AO VIVO
O seminário será online, gratuito e transmitido ao vivo pelo canal do MASP no YouTube. Haverá interpretação em Libras. 

Para receber o certificado de participação, é necessário assinar a lista de presença que será disponibilizada por meio de um link fornecido durante o seminário. 
 

PROGRAMA

16.7.2026

11H - 11H30
INTRODUÇÃO

Regina Teixeira de Barros, curadora coordenadora e curadora do acervo, MASP. 

11H30 - 13H
Mesa - redonda 


GÊNESE ANDRADE
“Uma interrogação em marcha”: Flávio de Carvalho e os retratos dos modernistas

Flávio de Carvalho conheceu, a partir de 1927, Geraldo Ferraz, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Patrícia Galvão, Sérgio Milliet e outros modernistas. A convivência foi intensa e duradoura, registrada em olhares cruzados entre os retratos deles feitos por Flávio e os textos de autoria do artista e dos retratados – tanto artigos sobre as obras de uns e outros, quanto comentários variados, que se complementam e instigam reflexões. Nesse jogo de reflexos, entre a “expressão fundamental do modelo” e a “interioridade do artista”, as imagens surpreendem devido à variedade de métodos, técnicas, estilos, expressões e gestos. O que esses “retratos psicológicos” – “volúpia de formas sobre a tela” – revelam das relações desse círculo modernista e o que significam na vasta produção deste “antropófago ideal”? Entre o que Flávio extrai do retratado, o que este proporciona e o que o artista projeta de si mesmo, como decifrar esses inquietantes retratos?


THIAGO GIL
Entre vazios e linhas de força: arqueologia e psicanálise na obra de Flávio
de Carvalho

A arqueologia e a psicanálise foram dois campos do saber moderno que atravessaram a experiência intelectual de Flávio de Carvalho como artista-pesquisador que foi. Em sua biblioteca, hoje preservada na Universidade Estadual de Campinas, encontram-se diversos volumes das publicações do Museu Britânico sobre suas coleções arqueológicas, especialmente do Oriente Médio, adquiridos possivelmente nos tempos de estudante de engenharia civil em Durham, antes de seu retorno e fixação em São Paulo, no início da década de 1920. Há também uma quantidade razoável de obras psicanalíticas de autores
como Sigmund Freud, Carl Jung e Otto Rank. Ambas eram, para ele, ciências do fragmento e da ruína, operando sobretudo nos vazios do tempo, naquilo que memória individual e coletiva só acessam ao renunciarem a uma concepção linear e mecânica de tempo. Nesta apresentação, discuto como Carvalho articulou arqueologia e psicanálise em sua prática criativa, particularmente como escritor e retratista, perseguindo uma noção de tempo ancestral que emergiria no presente em trocas afetivas com imagens e com outros corpos.


Mediação: Regina Teixeira de Barros, curadora coordenadora e curadora do acervo, MASP

13H - 14H 
Intervalo

14H - 16H
Mesa - redonda

VERÔNICA STIGGER
Psicoetnografia: o método desvairado de investigação de Flávio de Carvalho 

Em A única arte que presta é a arte anormal, texto publicado no Diário de S. Paulo em 24 de setembro de 1936, Flávio de Carvalho propôs que se criasse um novo método de estudo, a psicoetnografia, unindo a então nascente etnografia à psicanálise. Trata-se de um método que o artista já vinha aplicando desde pelo menos a Experiência nº 2, realizada em meio a uma procissão de Corpus Christi. Nesta fala, veremos como se constitui esse método tão particular de ação e pensamento desenvolvido por Carvalho – um método que se mostra algo desvairado no duplo sentido de que, por um lado, enlouquece a ciência na qual se baseia e, por outro, opera a partir da montagem de fragmentos. 

MARCELO MORESCHI
A História e os perigos da polêmica  

Que tipo de história ou historiografia permitiria pensar Flávio de Carvalho não como excentricidade lateral, mas como ponto de atrito capaz de desorganizar as narrativas da modernidade e das vanguardas no Brasil? Que desmontagem das categorias “modernismo brasileiro” e “22”, bem como de sua historiografia e de seus lugares comuns, ela exigiria ou produziria? O centenário da Semana de Arte Moderna mostrou o limite das operações revisionistas: mesmo a disrupção acaba reabsorvida pela reposição do marco. Como exercício especulativo, este trabalho recorre à psicoetnografia carvalhiana — concebida como substituta da estética e da história da arte — e à sua ideia de um gráfico de cultura do século 20, para imaginar uma outra escrita da arte moderna no Brasil. Nessa chave, a formulação de Carvalho sobre a História que, ameaçada pela polêmica, se põe em segurança ajuda a redescrever a estabilização narcísica do modernismo e permite testar, dentro desses limites, uma história menos estabilizada e naturalizada, mais atenta aos perigos do atrito e da invenção continuada. 

LUIZ CAMILLO OSORIO
Flávio de Carvalho: experiência como processo e corpo

Flávio de Carvalho era uma usina de ideias transgressivas no interior de um modernismo poeticamente acanhado. Fez da ideia de experiência uma chave de articulação entre arte e política. Trabalhando na fronteira entre linguagens e territórios, descontruía erraticamente qualquer pretensão de especificidade dos meios de expressão. Tudo falava em sua obra, tendo dado ao corpo um lugar de propulsão performativa. O corpo como experiência e a experiência como corpo. Sem fazer concessões de nenhuma ordem, Carvalho foi, acima de tudo, um solitário. Apesar de membro fundador e principal agitador do Clube de Arte Moderna (CAM) de São Paulo, no começo dos anos 30, sua obra foi sempre marginalizada. Este lugar à margem, de certo modo, é o que nos interessa na perspectiva de uma leitura à luz do presente. Começaremos tratando daquela que talvez tenha sido a “performance” mais marcante e singular de sua trajetória, a Experiência nº 2, de 1931. Estavam presentes aí vontade conspirativa, risco, delírio e insolência. Em uma São Paulo ainda extremamente provinciana, ele resolve testar os limites de tolerância de uma massa religiosa ferida em seus códigos de comportamento. Durante uma procissão de Corpus Christi ele veste um vistoso boné verde de veludo e caminha, de forma atrevida, na contramão do fluxo de fiéis. Depois de um tempo de aparente invisibilidade e de incômodo tolerado, resolve partir para uma provocação deliberada. Resultado: ele só escapou de um linchamento pela intervenção da polícia. Os desdobramentos poéticos deste ato, deslocam-se da antropologia para as artes, sem abrir mão do potencial político que advém deste não-lugar do trabalho. Um dos focos desta palestra será pensar a força política deste não-lugar ou destes lugares heterogêneos que sua obra vai abrindo e deslocando. Partindo da Experiência nº2, passando pelo Teatro da Experiência (1933) e pelo New Look (1955), abordaremos o que fica explicitado como transitoriedade entre arte e vida, entre experimentação e experiência.

Mediação:  Mateus Nunes, curador assistente, MASP

PARTICIPANTES

GÊNESE ANDRADE
Professora universitária, pesquisadora independente e tradutora. Autora de Pagu/ Oswald/ Segall (Museu Lasar Segall; Imprensa Oficial, 2009), Vicente do Rego Monteiro (Publifolha, 2013), Modernismos 1922-2022 (Companhia das Letras, 2022), Correspondência Mário de Andrade & Oswald de Andrade (IEB-USP; Edusp, 2023), 1923: os modernistas brasileiros em Paris (Editora Unesp, 2024) e Pau Brasil 100 anos: o manifesto e o livro no calor da hora (Editora Unesp, 2026).
Curadora das exposições Trabalhos de um poeta: Jorge de Lima (Cedae-Unicamp, 2005), Pagu/ Oswald/ Segall (Museu Lasar Segall, 2009) e cocuradora da Ocupação Haroldo de Campos – H LÁXIA (Itaú Cultural/ Casa das Rosas, 2011).

LUIZ CAMILLO OSÓRIO
Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH) da PUC-Rio. Professor Associado II do Departamento de Filosofia da PUC-Rio, pesquisador do CNPQ. Professor Colaborador da Escola das Artes  na Universidade Católica Portuguesa no Porto. Entre 2009 e 2015 foi curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 2015 foi curador do Pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza. Entre muitas curadorias independentes, destacam-se: O Desejo da forma (2010), na Akademie der Kunst, Berlim; Calder e a arte brasileira (2016), no Itaú Cultural de São Paulo; 35º Panorama da Arte Brasileira (2017), no MAM-SP; Espíritos sem Nome: Mario Cravo Neto(2021 e 2022), no IMS-SP e IMS-Rio; José Pedro Croft: Reflexos, Enclaves, Desvios (2026), no MAC-CCB, Lisboa. Autor dos livros Flávio de Carvalho  (Cosac&Naify, SP, 2000); Abraham Palatnik (Cosac&Naify, SP, 2004); Razões da Crítica (Zahar, RJ, 2005), Angelo Venosa (Cosac&Naify, SP, 2008); Olhar à Margem (SESI-SP e Cosac&Naify, SP, 2016); Gestos Curatoriais: Duchamp e Malraux (Editora PUC-Rio e Numa, RJ, 2025; e Editora Documenta, Lisboa, 2026).

MARCELO MORESCHI
Professor de teoria literária e literatura brasileira na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pesquisa a historiografia literária brasileira e os escritos de Flávio de Carvalho, de quem organizou uma edição inédita. Coordenou o Grupo de Estudos da Deriva e atualmente coordena o lavA, laboratório de voz e atrito.

THIAGO GIL
Pesquisador de pós-doutorado no Instituto de Arte da Universidade Estadual de Campinas (2025-), onde integra o projeto temático Geopolíticas institucionais: arte em disputa nas mostras internacionais circulantes no Brasil (1948-1978). É mestre e doutor em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Foi pesquisador de pós-doutorado no Programa de Ciências da Literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2023-2025) e Postdoctoral Fellow na Bibliotheca Hertziana - Instituto Max Planck de História da Arte (2025), em Roma. Autor dos livros Uma Brecha para o Surrealismo: percepções do movimento surrealista no Brasil (Alameda, 2015) e Um boxeur na arena: Oswald de Andrade e as artes visuais no Brasil (Edições Sesc/Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, 2024).


VERÔNICA STIGGER
Veronica Stigger é escritora, professora, curadora e crítica de arte. Foi curadora, entre outras, das exposições Maria Martins: metamorfoses e O útero do mundo, ambas no MAM  (2013 e 2016), em São Paulo; com Eduardo Sterzi, Variações do corpo selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, fotógrafo, exibida em São Paulo, Araraquara, Frankfurt e Guimarães; com Eucanaã Ferraz, Constelação Clarice, no Instituto Moreira Salles (IMS) e com Eduardo Sterzi e Marta Mestre, Desvairar 22 (2022), no Sesc Pinheiros. Entre seus 14 livros de ficção publicados, estão Opisanie świata (2013), Sul (2016), Sombrio ermo turvo (2019) e Krakatoa (2024).  
 

Conecte-se

logo-MASP

AV Paulista, 1578
01310-200 São Paulo-Brasil
+55 11 3149 5959
CNPJ 60.664.745/0001-87

  • Sobre o Masp
  • Imprensa
  • Fale conosco
  • Ouvidoria
  • Política de Privacidade
  • Seu evento no MASP