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ANCESTRALIDADES INDÍGENAS E IDENTIDADES LGBTQIA+

6.3.2024 QUARTA | 19H LIVE PELO YOUTUBE @MASPMUSEU

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Abrindo o ciclo de Histórias da diversidade LGBTQIA+, a primeira sala de vídeo de 2024 traz Masi Mamani / Bartolina Xixa. Esta é a primeira mostra da artista argentina no Brasil e apresenta três de seus vídeos interpretando a drag folk Bartolina Xixa. Abordando elementos culturais andinos, como em Ramita Seca, La colonialidad permanente (2019), em que Bartolina dança ao ritmo de uma Vidala – poesia tradicional cantada com tambores –, ela denuncia a persistência de estruturas coloniais de exploração, como a de recursos minerais na Quebrada de Humahuaca, que é um território indígena. Bartolina se inspira nas Cholas Paceñas, mulheres indígenas andinas que se vestem com trajes típicos e coloridos, como descreve no documentário Bartolina Xixa, una drag de La Puna (2019). Já em Crudo (2020), Bartolina está dentro de um invólucro plástico que, por um lado, a sufoca alertando para o risco de abordagens exotizantes de identidades queer e indígenas, e, por outro, funciona como um manifesto de resistência para que pessoas LGBTQIA+ do Sul global possam viver com dignidade.

Esta conversa com a artista abordará o processo de criação de Bartolina Xixa e formas de pensar e abordar ancestralidades indígenas a partir de outras categorias de raça e gênero, para além das enraizadas pela colonização.

A conversa será online e transmitida pelo canal do MASP no YouTube, com tradução simultânea e interpretação em Libras.

Convidados

Masi Mamani (Abra Pampa, província de Jujuy, Argentina, 1995) é artista e bailarina e, desde 2017, faz performances e vídeos que exploram a linguagem drag queen. Ela interpreta a drag folk Bartolina Xixa, inspirada na líder indígena aimará Bartolina Sisa Vargas (La Paz, Bolívia, circa 1750–1782), que lutou contra os colonizadores espanhóis no século 18. Retomando sua ancestralidade indígena, a artista investiga tradições andinas a partir de suas vivências na comunidade LGBTQIA+ da Quebrada de Humuahaca – território indígena que ainda hoje sofre com a exploração dos recursos naturais, degradação ambiental e perseguição aos povos locais.

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