MASP

ESTUDOS
CRÍTICOS

Nas noites de quinta-feira, o MASP Escola oferece os cursos de Estudos críticos, módulo que aborda tópicos específicos da cultura contemporânea. Cada curso tem duração mínima de 12 horas, ou quatro aulas de três horas cada uma.
De programa intensivo, o módulo se pretende um espaço de debate sobre as intersecções entre a arte e as questões políticas e sociais de peso na atualidade. As aulas também transitam pelos assuntos propostos pelos ciclos temáticos que pautam o programa de exposições do museu a cada ano. 
A matrícula pode ser feita de maneira independente em cada um dos cursos.

Capa de 'Ain’t I a Woman? A Midwest Newspaper of Women’s Liberation', v. 1, n. 1, 26.6.1970 - jornal publicado entre 1970 e 1974 em Iowa City, Estados Unidos, acervo MASP

Escritos para liberdade: imagens e autobiografias de escravizados

com Rafael Domingos Oliveira
15.10-13.11.2020 | ONLINE
19h-21h

Com base em autobiografias de pessoas negras escravizadas, publicadas entre fins do século 18 e ao longo do século 19, o curso discutirá produções escritas e visuais que conectam trajetórias afro-diaspóricas. O objetivo é possibilitar outros olhares para temas recorrentes da historiografia sobre escravidão, liberdade e abolicionismo. Ao longo das aulas, a produção iconográfica que se relaciona com a escrita autobiográfica no contexto da escravidão será apresentada e mediada. 

Trisha Brown e Dianne Madden performando 'Set And Reset', 1983, arquivo Jack Mitchell, coleção Craig Highberger, Senoia, Geórgia, Estados Unidos

Museus, danças e artes visuais nos séculos 20 e 21

com Júlia Abs
14.10-11.11.2020 | ONLINE
19h-21h

O curso apresentará uma reflexão sobre as histórias da dança e das artes visuais com base em deslocamentos de tempo, geografia e campos do saber, ao aproximar coreografias e imagens que apresentam temas e problemáticas comuns, caso de Isadora Duncan e Jérôme Bel; Yvonne Rainer, Simone Forti e Robert Morris; Boris Charmatz, Tino Sehgal, Anne Imhof e Xavier Le Roy, e artistas que compõem o eixo curatorial do MASP em 2020 com exposições individuais. 
 

Uma introdução ao afrofuturismo: características, narrativas e estéticas

com Kênia Freitas
3.9-1.10.2020 | ONLINE
19h-21h

O estudo sobre afrofuturismo anuncia uma variedade de criações que especulam, fantasiam e fabulam a partir de uma perspectiva afrocentrada –seja no cinema, na literatura, na música, nas artes plásticas e visuais, no teatro, e em tantos outros campos de expressão cultural e artística. Analisando obras de diversos artistas, como John Akomfrah, Nuotama Bodomo, Diego Paulino, Cauleen Smith, Sun Ra, tem como objetivo apresentar o afrofuturismo a partir da discussão de suas características, narrativas e estéticas. 

Sophie, modelo parisiense, desfila no MASP da rua 7 de abril com o 'Traje do futuro', criado por Salvador Dalí, 1951; Foto: Acervo do Centro de Pesquisa do MASP

Crise e criação na história da moda

com Lilian Pacce
2-30.9.2020 | ONLINE
18h30-20h30

Neste curso, a editora e curadora de moda Lilian Pacce aborda historicamente o impacto de grandes crises sobre a criação da moda e a mudança de costumes. Sendo a moda um reflexo de seu tempo, o que vem primeiro? Estilistas ao longo do último século souberam tanto antever quanto interpretar com maestria os desejos de cada época e o zeitgeist pós-guerra ou pós-pandemia do covid-19 traz necessariamente grandes desafios e um novo mindset: de Balenciaga, Chanel e Givenchy ao biquíni e ao jeans, passando pela relação do MASP com a moda desde sua fundação.

Ayrson Heraclito, still do vídeo-performance ‘O sacudimento da Casa da Torre’, 2015

Poéticas da performance afro-brasileira

com Ayrson Heráclito
1-29.9.2020 | ONLINE
19h-21h

O curso Poéticas da performance afro-brasileira aborda temas relevantes para o estudo de processos de criação das artes visuais feitas pela população preta na contemporaneidade. Por meio de investigações feitas pelo autor –sobre rotas e trocas culturais entre o continente africano e o Brasil– um conjunto de poéticas artísticas serão apresentadas como marco para se pensar dinâmicas de uma historiografia da arte brasileira sem o influxo da produção artística europeia. Como novos sistemas artísticos estão ressignificando e institucionalizando as obras de performance que trazem uma distinção ao debate racial e identitário?

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