MASP

Histórias das mulheres, histórias feministas

SÁB - DOM/ 14H - 17H
ATÉ 20 PESSOAS
VAGAS LIMITADAS
ATIVIDADES GRATUITAS

 

 

Histórias das mulheres, histórias feministas

Costuras criativas com Daspu

25-26.5
sáb e dom
14h-17h

A atividade propõe a criação e construção coletiva de peças de roupa para corpos reais e diversos, trazendo discussões sobre os sentidos sociais, estéticos e políticos do “vestir-se de puta”, e de questões de gênero, sexualidade e beleza. O vestuário produzido integrará a nova coleção da Daspu. A atividade acontecerá em dois encontros e, ao final, se desdobrará em um desfile-performance.
 
No primeiro dia, após uma contextualização histórica sobre o movimento de prostitutas e a Daspu, os participantes serão convidados a experimentar técnicas de moulage e costura, para realização de modelos de “calcinha para travestis e mulheres trans”, “peça parangolé”, “hot body moulage” e “cropped moulage”. No segundo encontro, serão apresentadas técnicas de maquiagem e beleza, bem como a criação do desfile-performance, que acontecerá em frente ao MASP.
 
Esta é uma oficina processual, indicada para maiores de 18 anos. Por isso, é necessário que os participantes garantam presença nos dois dias.

Foto:  Flávia Viana

PROPONENTE

A Daspu foi criada em 2005 pela escritora e prostituta Gabriela Leite, fundadora do movimento organizado de prostitutas do Brasil. A grife nasceu para dar visibilidade às reivindicações das prostitutas e sustentabilidade à organização Davida, fundada na década de 1990 em prol da promoção e dos direitos de trabalhadorxs do sexo. Com a sua repercussão, a grife alcançou um status de dispositivo artístico-cultural, em diálogo com questões relacionadas ao corpo. No embate contra as normas sexuais e de gênero, traz para a passarela as lutas feministas e LGBTQI+.
 
A propositora da oficina, Elaine Bortolanza, é pesquisadora, doutora em psicologia com a tese Zonas de Promiscuidade: trottoir do desejo sexual. Produtora cultural e ativista, integra a Rede Brasileira de Prostitutas fundada por Gabriela Leite, bem como o coletivo Davida. Nos últimos anos, vem atuando como curadora e produtora da Daspu. Colaborou na criação do projeto Boteco da Diversidade, do Sesc Pompeia, que une arte e política para discutir questões relacionadas à diversidade cultural e à defesa dos direitos humanos.

Ale Marques, design e artesão da moda, criou a última coleção da Daspu, “zonas de promiscuidade”, que apresentou peças com desenhos da cartunista Laerte.

Jhonny Braz, trabalha com moda e beleza, assina o visual dos desfiles da Daspu há mais de 3 anos.

E Betânia Santos, prostituta, feminista, ativista, mãe, uma das principais lideranças da Associação Mulheres Guerreiras da Zona Itatinga, de Campinas (SP), integrante da ONG Davida e da Rede Brasileira de Prostitutas.

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