Aula 1 — 05/05/2026 | Mário Pedrosa e Nise da Silveira: arte como necessidade vital e outras modernidades - Izabela Pucu
Apresentaremos a noção de modernidade proposta pelo autor, que acolheu diferenças históricas e culturais, valorizou o passado e outras funções para o exercício da arte, com ênfase em sua força pedagógica e política, culminando na crítica à razão como forma privilegiada de conhecer o mundo, dando destaque à revolução da sensibilidade e à diversidade.
Estudos de caso: Nise da Silveira e os artistas do Engenho de Dentro; VI Bienal de São Paulo; Ivan Serpa, curso para crianças no MAM RJ, Escolinha de arte no Brasil.
Aula 2 — 12/05/2026 | Exílio e as redes de solidariedade na América Latina- Luiza Mader
A experiência no exílio chileno de Pedrosa é a chave de reflexão para compreender o impacto das ideias latino-americanistas no corpus crítico do autor. Com base na formação de redes transnacionais direcionadas para o Terceiro Mundo, avaliaremos a importância dessa categoria geopolítica, à luz das disputas políticas nas periferias da Guerra Fria, tendo como horizonte as iniciativas culturais do governo Salvador Allende (1970-1973).
Estudos de Caso: Museo de la Solidaridad, Tren Popular de la Cultura, Arte Popular, Instituto de Arte Latinoamericano, OSPAAAL.
Aula 3 — 19/05/2026 | Mário Pedrosa e a crítica de arte latino-americana - Luiza Mader
A despeito das ditaduras militares no continente, ao longo da década de 1970, formou-se uma rede expressiva de críticos e artistas latino-americanos, cujas produções reivindicaram metodologias próprias para avaliar a arte regional à luz de novos enfoques teóricos. Analisaremos as principais iniciativas editoriais, artísticas e museais que contribuíram para essa rede, situando o legado de Mário Pedrosa nesse debate.
Estudos de caso: Marta Traba, Jorge Romero Brest, Aracy Amaral, Frederico Morais, Juan Acha, Revista Artes Visuales, I Bienal Latino-americana.
Aula 4 — 26/05/2026 | Mário Pedrosa e Hélio Oiticica: Imaginação instituinte e pós-modernidade - Izabela Pucu
Apresentaremos as principais contribuições de Pedrosa para a ideia de pós-modernidade, a partir de seu diálogo com Hélio Oiticica (Nova Objetividade e antiarte); daremos contorno ao conceito de arte como exercício experimental de liberdade, analisando o seu contexto de criação, bem como outros projetos e movimentos propostos pelo crítico, após o retorno ao Brasil de seu último exílio, em 1977.
Estudos de caso: Exposição Alegria de Viver, Alegria de Criar (1978), Museu das Origens (1978), Criação do Partido dos Trabalhadores (1981).
Izabela Pucu, Rio de Janeiro, 1979 - Curadora, pesquisadora, gestora cultural. Doutora em História e Crítica da Arte pelo PPGAV/EBA/UFRJ, 2017. Coordenadora geral da Plataforma Mário Pedrosa atual desde 2018. Pesquisadora associada do projeto Amérique Latine no Oficial. Centre Georges Pompidou, 2023. Vencedora do Prêmio Jabuti, 2020 e semifinalista em 2024. Co-organizadora do livro Mário Pedrosa Atual (MAR, 2019), Roberto Pontual: obra crítica (Prefeitura do Rio/Azougue, 2012), entre outros, de inúmeros seminários, entre eles Vetores do Sul: Mário Pedrosa, crítica de arte e política na América Latina (CPF/SESC, 2023). Co-curadora de exposições como Os avesso do avesso da Liberdade (Solar,2025), Ensaios para o Museu das Origens (Tomie Ohtake/ Itaú Cultural, 2023/24), curadora de mostras como Loucura Suburbana 25 anos (Futuros, 2025), Pintura de Borda, Mirela Luz (Casa França Brasil, 2024), Fio-ação, de Mariana Guimarães (Paço Imperial, 2023). Diretora e curadora do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (2014-2016), Coordenadora de Educação do Museu de Arte do Rio (2018-2020), curadora do Solar dos abacaxis (2025).
Luiza Mader Paladino, doutora e mestra em Teoria e História da Arte pela Universidade de São Paulo. Sua tese intitulada “A opção museológica de Mário Pedrosa: Solidariedade e Imaginação social em Museus da América Latina” foi premiada pelo Comitê Brasileiro de História da Arte. Como bolsista Santander, realizou o curso 'Repensar el Museo', na Universidad Complutense de Madrid. Desde 2013, dedica-se à pesquisa sobre arte e crítica na América Latina. É professora efetiva do Instituto Federal de Brasília.