MASP

Modos feministas de criar: transgressões das identidades

Horário
19h-22h
Duração do Módulo
8,9,29 e 30.11
Investimento

5x R$ 72,00* 

AMIGOMASP

5x R$ 64,80* 

* O parcelamento em 5x só pode ser feito no cartão de crédito.

Coordenação
Gabriela De Laurentiis
O curso abordará poéticas de artistas visuais, procurando sublinhar os modos como elas operam por uma série de práticas discursivas e imagéticas instauradoras de divisões binárias tais como público/privado, natureza/cultura, superior/inferior e homem/mulher. Como efeito dessas divisões são formuladas uma série estereótipos da feminilidade e da masculinidade, marcados pelo falogocentrismo. Por meio de um padrão de coerência entre o sexo e o gênero definem-se modos de agir, de pensar e de criar. O objetivo do curso é apresentar, em quatro encontros, trabalhos que tensionam essas divisões e entram em conversações com os debates políticos contemporâneos. Serão abordadas artistas como Carrie Mae Weems, Leticia Parente, Louise Bourgeois, Lygia Pape, Madalena Schwartz, Nan Goldin, entre outras. 

Planos de aulas

Aula 1 – 08/11 | Por que não houve grandes mulheres artistas? 

Nesta aula, cujo título faz referência ao texto de Linda Nochlin (1971), serão introduzidas questões relativas ao sistema da arte pensado a partir da exclusão e da criação feminina. Nessa perspectiva, serão analisados trabalhos nos quais artistas constroem imagens de si mesmas e a de outras mulheres, criando possibilidades para elaboração de um olhar crítico em relação à identidade feminina. 
Visita na coleção do MASP: As Mulheres precisam estar nuas para entrar no Museu de Arte de São Paulo?, 2017, Guerrilla Girls.

Aula 2 – 09/11 | Críticas feministas: o lar, a maternidade e a loucura 

“O pessoal é político”. A frase amplamente conhecida marca as lutas feministas da segunda metade do século XX, enfatizando a importância de serem produzidos debates públicos sobre a esfera do privado. Nesta aula serão apresentados trabalhos de artistas que contribuem, numa perspectiva histórica, para ampliação desses debates. 

Aula 3 – 29/11 | Fotografas e a construção de modos de ver outros 

A partir da noção de diferença pensada para além dos discursos pejorativos embasados numa dialética do “eu” e do “outro”, que servem de suporte para a construção da noção moderna de sujeito. Nesta aula serão analisados trabalhos de fotografas que contribuem para a crítica de uma racionalidade imbricada em relações de poder, dominação e saber referenciadas na masculinidade. 

Aula 4 – 30/11 | Disrupções: arte, mulheres e a ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) 

Durante a ditadura uma série de artistas criam trabalhos críticos ao regime militar, suas políticas de encarceramento e de tortura, assim como as suas instituições. Nesta aula serão enfatizadas as práticas artísticas de mulheres nesse período, a partir de uma perspectiva teórica feminista filiada aos estudos pós-estruturalistas e suas atualizações contemporâneas. 

Coordenação

Gabriela Barzaghi De Laurentiis é doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação da FAU-USP, na linha de pesquisa Projeto, Espaço e Cultura. Mestra pelo Departamento de História Cultural do IFCH/UNICAMP (2015), apoiada pela FAPESP. Bacharel em Ciências Sociais pela PUC-SP (2010), com Intercâmbio Acadêmico no Institut d’Etudes Politiques de Paris-Sciences Po (2009). Participou do Deleuze Summer Camp 4, na Amsterdam School for Cultural Analysis - University of Amsterdam (2010). É autora de artigos e do livro "Louise Bourgeois e modos feministas de criar". Coleção Leituras do Corpo. Christine Greiner (org). São Paulo: Annablume, 2017.

Conferencistas