Aula 1 — 08/06/2026 | Arte brasileira e colonialidade: quem pode ser visto e enquadrado?
A aula propõe uma reflexão sobre como a história da arte no Brasil foi estruturada por perspectivas coloniais que definem quem pode enquadrar e quem deve ser enquadrado. A partir das reflexões de Grada Kilomba, discutiremos como o racismo opera por meio de regimes de enquadramento imagético. Com base em noções teórico-metodológicas de enquadramento, analisaremos como imagens e discursos estabelecem regras implícitas de visibilidade no campo da arte.
Aula 2 — 15/06/2026 | Mulheres negras na arte brasileira: apagamentos e estereótipos nas dobraduras do racismo e sexismo
A aula examina como mulheres negras foram representadas na arte brasileira a partir de estereótipos construídos na intersecção entre racismo e sexismo. Serão analisadas imagens e narrativas visuais produzidas a partir de estereótipos e imagens de controle, que operam tanto pelo apagamento quanto pela fixação de papéis sociais específicos. A proposta é compreender como essas representações contribuíram para a construção de imaginários e hierarquias no campo artístico.
Aula 3 — 22/06/2026 | Yêdamaria Oliveira: fugas, deslocamentos e criação como tecnologia de sobrevivência - Diálogos com Rosana Paulino, Aline Mota e Sônia Gomes
A aula busca compreender como artistas negras produzem outras imagens de si e tensionam enquadramentos históricos no campo da arte. Nesse sentido, analisaremos a produção de Yêdamaria Oliveira em diálogo com obras de Rosana Paulino, Aline Motta e Sonia Gomes. A partir dessas produções, discutiremos estratégias de deslocamento e reformulação dos regimes de visibilidade na arte brasileira.
Aula 4 — 29/06/2026 | Políticas de esquecimento e disputas institucionais na arte afro brasileira: memória, imaginação e reescrita
A aula discute como políticas de esquecimento e disputas institucionais operaram na formação das memórias da arte afro-brasileira e como esses processos se manifestam na atualidade. Nesse contexto, a proposta é refletirmos sobre como essas dinâmicas aparecem em diferentes realidades e observar exemplos de artistas, curadores e instituições que têm se proposto a reescrever essas histórias.
Emilly Pereira Chaves é pesquisadora e crítica de arte, investiga as relações entre arte brasileira, raça, gênero e decolonialidade. Doutoranda em Artes Visuais e Mestra em Estudos Étnicos e Africanos, pela Universidade Federal da Bahia (Bahia). Dedica-se ao estudo da trajetória de artistas negras, suas atuações e às disputas narrativas no campo das artes visuais. Atua com pesquisa curatorial, escrita crítica e desenvolvimento e gerenciamento de projetos acadêmicos-culturais, articulando arte afro-brasileira, cultura visual latino-americana e estudos da diáspora africana.