Em 2026, os encontros do MASP Professores são vinculados ao ciclo Histórias latino-americanas e têm como objetivo promover o diálogo de profissionais da educação com artistas, curadores, intelectuais, professores, ativistas e outros agentes, a partir do pensamento crítico sobre a região. Além das palestras e conferências, todos os encontros contarão com o laboratório de práticas de mediação, atividade que visa instrumentalizar o público do programa em suas visitas em grupo ao MASP e em suas ações didáticas/de mediação na sala de aula ou outros contextos educacionais.
O segundo encontro do programa tem como ênfase perspectivas andinas sobre a constituição dos territórios como espaços de articulação de identidades, resistências e preservação de memórias. Partindo de uma abordagem histórica até o compartilhamento de experiências comunitárias e artísticas contemporâneas, as apresentações de Sandra Morales, Rocio Quispe Yujra e Shirley Espejo abordarão os processos de construção de pertencimento social e cultural em comunidades indígenas e migrantes. No período da tarde, o Laboratório de Mediação será conduzido por Janaína Machado, que tratará da criação de roteiros de visitas educativas que entrecruzam espaços expositivos, a escola e outros contextos educacionais, com ênfase no acervo do MASP.
Todos os encontros de 2026 serão presenciais e acontecerão nas seguintes datas
14.3. América Latina: educação em movimento
16.5. Histórias, memórias e identidades continentais
8.8. Améfrica em perspectiva
24.10. Histórias latino-americanas
CRONOGRAMA
9H30 — 10H30
Recepção e café da manhã
Primeiro subsolo, edifício Lina Bo Bardi
10H30 — 13H30
Mesa-redonda
MASP Auditório, edifício Lina Bo Bardi
13H30 — 15H30
Intervalo
15H30 — 17H30
Laboratório de mediação
MASP Auditório, edifício Lina Bo Bardi
17H30 — 18H
Café de encerramento
Primeiro subsolo, edifício Lina Bo Bardi
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PESSOAS CONVIDADAS
Janaína Machado, Rocio Quispe Yujra, Sandra Morales e Shirley Espejo
Público: profissionais da área da educação, seja ela escolar, universitária, museal ou no terceiro setor, e pessoas interessadas em geral.
Atividade gratuita, presencial, com tradução simultânea para Libras.
Caso necessite de outros recursos de acessibilidade, escreva para professores@masp.org.br
O evento será gravado e disponibilizado no canal do MASP no YouTube.
Vagas limitadas
Haverá certificado de participação
Durante o evento haverá a distribuição gratuita de um número limitado de catálogos de exposições do MASP. Cada participante poderá retirar uma (1) unidade de cada título disponibilizado para esta atividade, enquanto durarem os estoques. Essa informação será atualizada e confirmada no momento da retirada. Mais detalhes no formulário de inscrição.
Quaisquer dúvidas e solicitações podem ser encaminhadas para professores@masp.org.br
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PROGRAMA
9H30 — 10H30
Recepção e café da manhã
Primeiro subsolo, edifício Lina Bo Bardi
10H30 — 13H30
Mesa-redonda
MASP Auditório, edifício Lina Bo Bardi
SANDRA MORALES
O corpo político como resistência e memória desde o movimento Taki Onkoy até nosso tempo
Durante os anos seguintes à invasão espanhola na América, surgiram várias rebeliões ocorridas como reação dos indígenas aos colonizadores. Uma delas foi o Taki Onkoy, um movimento de resistência não armada que tinha como um de seus objetivos principais utilizar o corpo e os rituais para transmitir conhecimentos e preservar a memória. Do século XVI até os dias atuais, as populações indígenas na América Latina, em geral, têm sofrido tentativas de genocídio e epistemicidio, momentos de ruptura social têm surgido por meio de massacres de grupos indígenas e do controle de narrativas dominadas pelo racismo estrutural e pela desigualdade socioeconômica deliberadamente perpetuada. Mas os Taki Onkoy ainda vivem, se manifestam em nós, porque o Taki Onkoy é memória histórica, é consciência biográfica, é o corpo político que jamais se cala.
ROCIO QUISPE YUJRA
Saberes em movimento: práticas educativas comunitárias, migração e pertencimento étnico da comunidade indígena Aymara na Praça Kantuta, em São Paulo
A apresentação discute práticas educativas comunitárias a partir da experiência de migrantes indígenas andinos em São Paulo, com foco na Praça Kantuta como território de encontro, resistência e produção de saberes. Articulando as ações do Coletivo Sí, Yo Puedo!, do Centro Cultural Andino Amazônico (CCAA) e do NEABI (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas do IFSP), serão abordadas metodologias que valorizam saberes tradicionais, práticas culturais e trocas horizontais de conhecimento. A proposta evidencia a potência pedagógica das comunidades Aymara e Quechua em contexto urbano, destacando processos de reconstrução identitária, pertencimento e educação intercultural. Também problematiza os desafios no acesso a direitos e políticas públicas, convidando à construção de perspectivas educacionais mais plurais, situadas e comprometidas com o direito de migrar e de se autodeclarar indígena.
SHIRLEY ESPEJO
Espejismo: Reimaginar histórias imigrantes através dos vazios
A partir de uma série de intervenções fotográficas familiares realizadas entre Brasil e Bolívia durante sua primeira residência artística internacional, Espejismo (Shirley Espejo) convida a refletir sobre os processos de construção e preservação das memórias afetivas e familiares em contextos migratórios. Ao compartilhar esse percurso, a artista apresenta sua pesquisa em torno da aproximação e construção de imagens por meio da colagem manual e do papercutting.
13H30 — 15H30
Intervalo
15H30 — 17H30
Laboratório de mediação
MASP Auditório, edifício Lina Bo Bardi
JANAÍNA MACHADO
Visitas educativas crítico-criativas em espaços de arte
O laboratório de mediação apresenta uma proposta pedagógica em torno da prática de mediação cultural no contexto de exposições de artes visuais. Partindo da centralidade da produção artística como plataforma para ampliação da educação crítica e da experiência sensível, o laboratório tem por objetivo discutir os caminhos e abordagens da prática de mediação a partir da estrutura de roteiros de visitas educativas aplicadas no cruzamento entre o espaço expositivo, a escola e outros contextos educacionais, com ênfase no acervo do MASP.
17H30 — 18H
Café de encerramento
Primeiro subsolo, edifício Lina Bo Bardi