A palestra propõe, sob uma das perspectivas dos povos originários do Brasil, considerando estudos decoloniais e da cultura visual, refletir sobre a presença do corpo da mulher indígena no acervo do MASP, sejam como artistas ou como tema de trabalhos elaborados por diferentes olhares de outros contextos históricos e períodos que fazem parte do acervo. Uma iniciação à reflexão acerca do lugar que o corpo da mulher indigena ocupou e vem ocupando em espaços institucionais da arte que não apenas guardam, mas também formam e contribuem para a legitimação das memórias.
A palestra será transmitida pelo canal do MASP no YouTube.
Artista Visual indígena. Pertencente às etnias Xukuru de Cimbres e Xukuru Ororubá. Pernambuco. Mestra em Artes Visuais pelo Programa Associado de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba e Universidade Federal de Pernambuco (PPGAV UFPB/UFPE). Integra o Grupo de Pesquisa em Ensino de Artes Visuais (GPEAV), da UFPB, e o projeto Culturas de Antirracismo na América Latina (CARLA), sediado na Universidade de Manchester, no Reino Unido, que aproxima uma rede de universidades na América do Sul: a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Nacional da Colômbia (UNAL) e a Universidade Nacional de San Martin (UNSAM). Primeira Pesquisadora Indígena filiada à Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP). Artista do coletivo Levante Nacional Trovoa. Como artista, docente e investigadora compromete-se com o ativismo curatorial e a crítica cultural a partir da virada decolonial, questionando referenciais hegemônicos eurocêntricos impostos pela invasão colonial sobre as terras indígenas, bem como as consequências desse processo sobre o corpo da mulher indígena.