COM MANUEL CHAVAJAY, MARCELA CANTUÁRIA E MAURICIO LUPINI
DESCRIÇÃO
Por ocasião da exposição Histórias latino-americanas, coletiva internacional que ocupa cinco andares do novo edifício Pietro, os artistas Manuel Chavajay, Marcela Cantuáriae Mauricio Lupinise juntam à Amanda Carneiro, curadora, MASP, em mais uma edição do MASP Conversas, com mediação de Bruna Fernanda. Os três artistas apresentam obras comissionadas ou adaptadas para a mostra, que investiga como a ideia de América Latina foi criada e disputada ao longo do tempo.
O evento se insere no programa do MASP dedicado este ano às Histórias latino-americanas. Será realizado presencialmente, com tradução simultânea português/espanhol (retirada de fones mediante apresentação de documento com foto) e interpretação em Libras, e, posteriormente, será disponibilizado no canal do MASP no YouTube.
CONVIDADOS
Manuel Chavajay(San Pedro La Laguna, Guatemala, 1982) é um artista Maya-Tz’utujil que vive às margens do lago Atitlán. Sua prática, que abrange pintura, instalação e vídeo, explora a cosmovisão Maya e a relação entre natureza, espiritualidade e território. Por meio de imagens, ações e objetos, desenvolve formas poéticas de denúncia e reivindicação de sua cultura ancestral, abordando também os impactos da poluição e do desenvolvimento industrial. Participou de exposições e bienais internacionais, entre elas a Bienal de São Paulo (2023), e suas obras integram importantes coleções públicas.
Marcela Cantuária (1991, Rio de Janeiro, onde vive e trabalha) articula pintura e outras linguagens para construir contranarrativas sobre mulheres e o Sul Global. Integra coleções de instituições do Brasil e do exterior, como o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e o Pérez Art Museum Miami (PAMM). Com uma trajetória de residências artísticas em diferentes países da América e da Europa, Cantuária reafirma a arte como ferramenta de transformação social, criando imagens poéticas e insurgentes que desafiam as narrativas contemporâneas.
Mauricio Lupini(Caracas, vive e trabalha em Roma) desenvolve sua prática a partir das transformações sociais ocorridas na América do Sul ao longo do século XX, utilizando fotografia, vídeo e instalação. Mais do que descrever situações, suas obras buscam criar problemas e provocar o espectador a confrontar questões que se situam entre a utopia e a entropia.