PÚBLICO GERAL 5X R$ 240,00
AMIGO MASP 5X R$ 204,00
Diego Mouro
Aula 1 - 16/11/2026 | A libertação do gesto
Neste encontro, discutiremos a passagem da pintura acadêmica para uma pintura mais aberta, em que a pincelada, a matéria e o processo começam a se tornar visíveis. Observaremos, no acervo, como artistas como Eugène Delacroix e Édouard Manet passam a deixar o gesto aparente em vez de escondê-lo.
*visita ao acervo exposto
Atividade: Exercício prático sobre gesto, mancha, velocidade e construção da imagem sem excesso de acabamento.
Aula 2 - 19/11/2026 | Pintando percepção, não objeto
Analisaremos transformações técnicas provocadas pela pintura ao ar livre, pela tinta em bisnaga e pelo surgimento da fotografia. Veremos como artistas como Edgar Degas incorporam instantaneidade, cortes compositivos e figuras sugeridas através de poucas informações visuais.
*visita ao acervo exposto
Atividade: Exercício de pinturas rápidas de observação, simplificação e construção da cena por manchas.
Aula 3 - 23/11/2026 | Construindo forma sem desenho
Neste encontro, discutiremos como a figura pode surgir da matéria sem contorno linear preciso e a importância dos impressionistas e pós-impressionistas para o desenvolvimento da pintura moderna. Investigaremos como bordas abertas, planos de cor e relações cromáticas aproximam a pintura figurativa da abstração.
Atividade: Continuidade da tela anterior com análise da primeira camada e aplicação de seco sobre molhado, construindo figuras com pouca informação visual.
Aula 4 - 26/11/2026 | O erro como caminho
A partir de artistas como Édouard Manet, Paul Cézanne, Noah Davis e Peter Doig, discutiremos como a pintura passa a incorporar erro, apagamento, manchas acidentais e instabilidade como parte da construção pictórica. O acidente deixa de ser falha e passa a operar como linguagem.
Atividade: Exercício de pintura buscando tensionar controle e descontrole através de manchas, apagamentos, escorrimentos e reconstruções da imagem.
Aula 5 - 30/11/2026 | Figuração e abstração na pintura contemporânea
Investigaremos possibilidades da pintura contemporânea através da análise de artistas que transitam entre gesto, mancha, figuração e abstração. A partir da ambiguidade da imagem, entenderemos como a pintura contemporânea muitas vezes deixa de entregar respostas precisas para operar por sugestão.
Atividade: Desenvolvimento e finalização das pinturas anteriores a partir da aceitação da incompletude e da ambiguidade da imagem.
Diego Mouro é pintor e professor de pintura. Sua prática transita entre a pintura à óleo e o muralismo contemporâneo, investigando a formação e as estratégias de resistência da cultura afro-diaspórica no Brasil. Mobilizado pela dimensão espiritual das sensibilidades negras em seus vestígios, práticas e saberes rituais, Mouro já teve o trabalho exposto no Brasil, EUA, França, México e África do Sul. A gestualidade, em seu trabalho, opera como vetor brincante entre o pictórico e suas fronteiras: a passagem do tempo, as noções de envelhecimento, de perda, e também do que resiste a essa passagem, são atravessadas pelas pinceladas. É reconhecido na linhagem de pintores brasileiro sendo parte de acervos institucionais no Brasil, como Museu Afro-Brasil Emanuel Araújo e Pinacoteca de São Paulo, e no mundo, como a The Phillips Collection e Denver Art Museum, ambos nos EUA.