Ao decorrer da História da Arte, artistas voltaram-se aos museus e suas coleções – pinturas, desenhos, esculturas e demais tipologias – como forma de estudar e melhor compreender o funcionamento das linguagens artísticas. Este é um movimento comum entre artistas consagrados de distintos períodos históricos e estilos: assim como Rubens (1577-1640) realizou cópias das pinturas de Ticiano (c.1473-1576), Pablo Picasso (1881-1973) e Vincent Van Gogh (1853-1890) fizeram cópias das ditas placas de Bargue (1866), parte de um consagrado método de ensino de desenho acadêmico na Europa do século 19, largamente pautado na reprodução de esculturas greco-romanas. O objetivo do curso segue este princípio: através de dois encontros, realizar uma introdução aos princípios fundamentais da arte figurativa partindo de obras do acervo do MASP. Com uma abordagem prática de desenho e aulas focadas em técnica, os participantes serão convidados a experimentar com luz e sombra, proporção e composição. Almeja-se, portanto, não somente um aprimoramento na qualidade técnica, mas também um enriquecimento do olhar perante a História da Arte e o acervo do museu.
IMPORTANTE |
As aulas serão ministradas presencialmente no MASP. Os certificados serão emitidos para aqueles que completarem 80% de presença.
Aula 1 - 3.2.2026 | Materiais e conceitos fundamentais
No primeiro encontro, conversaremos sobre diferentes materiais e suportes – históricos e contemporâneos - utilizados para desenhar, assim como conceitos fundamentais da linguagem, finalizando com um primeiro exercício prático voltado para valores tonais.
Aula 2 - 4.2.2026 | Do genérico ao específico
Partindo da pintura naturalista de Pedro Américo, aprenderemos sobre a construção das formas e dos efeitos de luz e sombra no desenho.
Aula 3 - 5.2.2026 | Estudo de Composição
Nesta aula, discutiremos sobre as maneiras para construir uma composição,
utilizando a série de gravuras Tauromaquia, de Goya, como referência.
Aula 4 - 6.2.2026 | Proporções do rosto humano
No último encontro do curso, faremos um exercício mais longo e complexo, focado no desenho do rosto humano, discutindo as proporções gerais e os cânones representativos a partir do retrato de Maria Pietersdochter Olycan (1638).
João Guilherme Parisi (2000) é artista visual e pesquisador, bacharel em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp e mestrando em Museologia pela USP, na linha História dos processos museológicos, coleções e acervos. Sua produção artística está intimamente relacionada com a exploração da construção do passado enquanto narrativa contemporânea, apropriando-se não somente da imagem de obras e objetos históricos, mas também de técnicas de pintura clássicas para sua execução. Neste ponto, academicamente dedica-se às discussões técnico-teóricas do campo da conservação e do restauro, sobretudo no contexto italiano do século 20, projeto que aprofunda o conhecimento da fatura histórica da pintura. Teve seu trabalho exposto e premiado no Salão de Artes de Vinhedo (2023), no Museu de Arte de Ribeirão Preto (2024) e na Zipper Galeria (2025). Neste último ano, apresentou suas duas primeiras individuais, no Centro Cultural São Paulo (CCSP/2025) e no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP/2025-2026).