MASP

Histórias da arte: moderna e contemporânea

7ª edição
Horário
19h30 as 21h30
Duração do Módulo
13.3-10.7.2019 (17 aulas)
Investimento

5x R$ 294,30* 

AMIGOMASP

5x R$ 264,87* 

* O parcelamento em 5x só pode ser feito no cartão de crédito.






 
Coordenação
Daniel Jablonski 

 
Especialistas Convidados
Laura Cosendey, Pollyana Quintela e Thiago Gil

O curso tem por objeto a produção artística da segunda metade do século 19 até os dias atuais. Longe da exposição de uma história da arte linear e homogênea, propõe-se aqui abordar os artistas e suas obras à luz de determinado número de questões, de ordem formal, mas também filosófica e social, relevantes a seus contextos. Não se trata, com isso, de retirar da arte sua especificidade no interior da esfera cultural, mas, pelo contrário, de abrir sua história a outras perspectivas e narrativas possíveis. Almeja-se, idealmente, que cada uma das aulas possa funcionar como uma pequena introdução autônoma à história da arte moderna e contemporânea, orientada por uma questão específica, desde sua origem até seus desdobramentos posteriores. Ao final do curso, o aluno deverá ser capaz não apenas de identificar a produção artística nos períodos abordados, mas também de compreender sua motivação, seus mecanismos históricos e seus impasses diante de questões que seguem em aberto.

Planos de aulas

Aula 1 – 13.3.19
Moderno e modernidade: introdução aos conceitos. Revoluções industriais e sociais: a poesia e a vida na capital do século 19. As exposições universais e o contexto imperialista.
 
Aula 2 – 20.3.19
Pintar ou mudar a capital: o artista como cronista, produtor autônomo ou agitador político. Os salões oficiais e seus recusados. A experiência da Comuna de Paris.
 
Aula 3 – 27.3.19
Imagens em massa e imagens da massa: a invenção da fotografia e da pintura ao ar livre. O impressionismo e os subúrbios parisienses. A autonomia do olhar e a reinvenção da crítica de arte.
Visita ao Acervo em transformação: 
Edgar Degas, Quatro bailarinas em cena, 1885-90 
Claude Monet, A canoa sobre o Epte, circa 1890

Aula 4 – 3.4.19
O interesse pelo “primitivo” nos salões independentes. O fauvismo entre máscaras africanas e maçãs de Cézanne. A natureza do moderno e seu avesso colonial.
 
Aula 5 – 10.4.19
Decomposição, abstração e construção: o cubismo em movimento nas vanguardas internacionais. Revolução, engajamento e pesquisa. Artistas na sala de aula: Vkhutemas, Bauhaus, De Stjill.
 
Aula 6 – 17.4.19 – Conferência com Thiago Gil 
A antropofagia de Oswald de Andrade e o “primitivo" como antídoto: Vicente do Rego Monteiro, Cícero Dias, Tarsila do Amaral e Maria Martins.

Aula 7 – 24.4.2019
O readymade entre dadaísmo e surrealismo. Retirada e avanço, nonsense e estratégia. Qualquer coisa na hora certa: a pintura como instantâneo fotográfico.

1.5.19
FERIADO - Não haverá aula

Aula 8 – 8.5.2019
Degeneração, expressão e crítica social na Alemanha. Arte à beira da catástrofe: as escolas da forma, do signo e da boêmia contra o Nazismo.

Aula 9 – 15.5.2019 
High e Low, kitsch e vanguarda: o papel da indústria cultural, da crítica de arte e do expressionismo abstrato no contexto norte-americano. Modernismo, liberdade e ideologia.
 
Aula 10 – 22.5.2019
O efeito Duchamp: consumo, reprodução e crise da autoria na arte pop. A pintura como imagem de si mesma. 
Visita à coleção do MASP: 
Claudio Tozzi, Repressão, 1968
Antonio Henrique Amaral, Bananas e cordas 3, 1973 
 
Aula 11 – 29.5.2019 Conferência com Pollyana Quintela 
Mário Pedrosa e o Projeto Construtivo no Brasil. Construtivismo como projeto cultural. Paulistas e cariocas: Grupo Ruptura, Grupo Frente e dissidentes. Manifestos.
 
Aula 12 – 5.6.2019
Minimalismo, arte povera, arte processual, arte conceitual: novas vanguardas internacionais reunidas na exposição When attitudes become form (1969).
 
Aula 13 – 12.6.2019
A fotografia como arte, a arte como fotografia: olhares modernos e contemporâneos sobre o mundo dos objetos. Museus imaginários e livros de artista.
 
Aula 14 – 19.6.2019
Formas híbridas de arte: happening, performance e instalação. Formas indefinidas de história: anti-moderno, pós-moderno, contemporâneo.
 
Aula 15 – 26.6.2019 Conferência com Laura Consendey 
Conceitualismo: circuitos, circunstâncias, condições. Situações de experimentalismo da arte brasileira nos anos 1960 e 70. Projetos de Frederico Morais, Walter Zanini e um pouco de seus vizinhos latino-americanos.
 
Aula 16 – 3.7.2019
A emergência do curador como autor e o fantasma de um novo árbitro do gosto. Instituição, crítica e comunidade. Feminismo nos anos 1970 e retorno à pintura nos anos 1980.
 
Aula 17 – 10.7.2019
Arte por toda parte: o boom das bienais, galerias, feiras e leilões. Obsolescência do novo e as potências do passado: outras estratégias museológicas na construção de narrativas históricas.
Visita ao Acervo em transformação: 
Marcelo Cidade, Tempo suspenso de um estado provisório, 2011 – 2015  

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Sugestão de atividade complementar: 
Encontros A prosa da arte, com Daniel Jablonski

15.4.19 [Segunda-feira]
Leitura guiada de A dúvida de Cézanne (1945), de Maurice Merleau-Ponty

20.5.19 [segunda-feira]
Leitura guiada de A pintura modernista (1960), de Clement Greenberg

1.7.19 [Segunda-feira]
Leitura guiada de A arte depois da filosofia (1969), de Joseph Kosuth

Coordenação

Daniel Jablonski é artista visual, professor e pesquisador independente. É mestre em Filosofia Contemporânea pela Sorbonne-Panthéon, na França, e em História e Política do Museu e do Patrimônio / Estudos em Crítica e Curadoria pelo Institut National d’Histoire de l’Art, também em Paris, e pela Columbia University, Nova Iork. É membro da Comissão de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ), e integra a equipe curatorial da Residência Artística São João, na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Seus escritos, entrevistas, traduções, ensaios e críticas podem ser encontrados tanto em publicações independentes -- em revistas de arte como Amarello (SP) e Octopus Notes (Paris), e de crítica cultural, como Ensaia (RJ) -- bem como em publicações acadêmicas, caso da revista Concinnitas, da pós-graduação em artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e da Poiésis, da pós-graduação em estudos contemporâneos das artes da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Conferencistas

Laura Cosendey é pesquisadora, curadora e mestre em História, Crítica e Teoria da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Iniciou carreira em 2010, organizou exposições para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), atuou na equipe de curadoria da Casa França-Brasil (RJ) e fez parte do núcleo de curadoria e gestão da casamata, espaço de arte autônomo no Rio de Janeiro. Foi assistente curatorial da 33ª Bienal de São Paulo (2018). 

Pollyana Quintela é pesquisadora e curadora assistente do Museu de Arte do Rio (MAR). É mestre em Arte e Cultura Contemporânea pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com pesquisa sobre o crítico Mário Pedrosa. Atuou como pesquisadora na Casa França-Brasil, coeditora da revista USINA e colunista do jornal Agulha. Curou e cocurou exposições em espaços autônomos e institucionais, além de lecionar história da arte brasileira em cursos livres no Rio e em São Paulo.

Thiago Gil é doutor em História, Crítica e Teoria da Arte pela Universidade de São Paulo (USP), curso concluído em 2018 com pesquisa sobre a relação de Oswald de Andrade com as artes visuais. mestre na mesma linha de pesquisa (USP, 2012), com estudo sobre a percepção do movimento surrealista no Brasil. Entre 2011 e 2016, foi colaborador da Enciclopédia de Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural, como pesquisador e redator. É autor do livro Uma Brecha para o Surrealismo (Alameda, 2015). Desde 2013, é pesquisador da Fundação Bienal de São Paulo.