MASP

As quatro estações: um olhar sobre a obra de Eugène Delacroix

Horário
19h - 22h
Duração do Módulo
4 aulas (12h)
Investimento

R$ 360,00

R$ 324,00 para Amigo MASP 

*os valores podem ser parcelados em até 5x

Coordenação
Luciana Lourenço Paes

O curso vai apresentar uma análise técnica e histórica bastante particular das pinturas da série Quatro estações, do artista francês Eugène Delacroix, presentes no acervo permanente do MASP.
No primeiro momento, a análise será feita por meio de um levantamento iconográfico aliado a um estudo técnico e, depois, pela reconstituição da história da obra e de como se deu a sua encomenda. No processo, as telas serão relacionadas a outras da coleção do museu, com as quais guardam semelhança ou diferença. 
Dessa forma, além de ampliar repertórios no campo da arte e da pintura francesa do século 19, em particular, o curso faz o reconhecimento histórico e narrativo desse conjunto de obras como parte do patrimônio artístico do museu.

Planos de aulas

Aula 1 – 25.2.2019
Eugène Delacroix – clássico ou moderno? 
Apresentação do curso. Introdução à vida e obra do pintor francês. Breve análise de sua técnica, estilo, influências e legado, fundamental para o desenvolvimento da arte moderna. 

Visita ao Acervo em transformação: Quatro estações, de Eugéne Delacroix

Aula 2 – 26.2.2019
As duas séries das Quatro estações, de Delacroix: análise iconográfica

Delacroix pintou duas séries intituladas Quatro estações: uma no início da carreira, em 1821, e outra já no final, para Hartmann. Na primeira, pintou alegorias por meio de personificações: Flora (Primavera); Hércules (Verão); Baco (Outono) e Saturno (Inverno). Na segunda, pintou alegorias por meio de histórias mitológicas: Orfeu e Eurídice (Primavera); Diana e Acteão (Verão); Baco e Ariadne (Outono) e Juno e Éolo (Inverno). A aula se concentrará na pintura alegórica. Serão analisadas as fontes narrativas e visuais de Delacroix ao criar as duas séries, para que se perceba em que medida o artista inovou ou repetiu soluções em seus trabalhos.

Visita ao Acervo em transformação: Os quatro elementos, de Jean-Marc Nattier 

Aula 3 – 27.2.2019
O problema do inacabado 
A pintura de Delacroix foi objeto de duras críticas em seu tempo, pelo fato de não apresentar um acabamento liso de superfície e de suprimir linhas de contorno em favor da interação pura entre áreas de cor, ou seja, por seu aspecto de “esboço”. Nesta aula, serão analisadas as etapas da criação pictórica em Delacroix e a relação entre esboço e obra acabada no ensino da arte e na produção artística do período. Serão comparadas as pinceladas de Delacroix com a de artistas que o precederam e que ele admirava -- como Rubens e Velázquez e os venezianos  (Ticiano, Tintoretto, Veronèse) -- para pensar o sentido do inacabado no contexto de sua produção, particularmente em sua tetralogia do MASP. 
 
Aula 4 – 28.2.2019
A história da encomenda do conjunto Quatro estações
 
A última aula do curso vai abordar a história da encomenda de Frédéric Hartmann, industrial e prefeito da cidade de Munster (Alsácia), a Delacroix. Como o artista morre antes de concluir as telas, a encomenda é passada a Jean-François Millet (1814-1875). Hartmann deseja, em sua nova série, que as Quatro estações sejam representadas por meio de paisagens e cenas de gênero e não mais por meio de cenas mitológicas. O que teria motivado essa mudança de orientação?
 
Visita ao Acervo em transformação: Paisagem fluvial (c. 1650), de Salomon Van Ruysdael 
 

Coordenação

É mestra em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas (2014), onde estudou as relações entre pintura e teatro na arte francesa do século 19, com foco em três quadros e uma litografia em que Eugène Delacroix representa a morte de Ofélia, personagem de “Hamlet”, de Shakespeare. Doutoranda em História da Arte também pela Unicamp, com bolsa de pesquisa na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS-Paris). Atualmente, estuda a continuidade das tradições clássicas no romantismo francês, particularmente na série Quatro estações, de Delacroix, bem como o colecionismo de arte no século 19, sobretudo o mecenato entre a burguesia alsaciana do período.

Conferencistas