MASP

Faces negras na história da arte

Horário
19h-22h
Duração do Módulo
5 aulas (15 horas)
Investimento

R$ 460

R$ 414 para Amigo MASP

*parcelado em até 5x

Coordenação

Renata Bittencourt

O curso pretende discutir como obras de arte encarnam valores culturais, sociais e políticos relacionados a identidades raciais e de gênero, por meio de obras emblemáticas para a história da arte que trazem representações de mulheres e homens negros. As aulas vão explorar a forma como as obras se inserem na cultura visual e seu relacionamento com discursos sobre raça e representação.

Os exemplos escolhidos são originários de diferentes momentos históricos, com especial atenção ao gênero do retrato. Quando oportuno, obras dos séculos 20 e 21 serão introduzidas para oferecer paralelos, a partir de pontos de vista contemporâneos.

Planos de aulas

Aula 1 – 18.2.2019
A primeira aula do curso tratará de obras que se relacionam com os debates e movimentos por emancipação dos escravos nas colônias francesas, convidando à reflexão acerca da representação de gênero e raça na pintura. Serão abordadas obras que datam da passagem do século 18 para o 19 francês, como A negra (1800), de Marie-Guillemine Benoist, e O retrato de Jean-Baptiste Belley (1797), de Girodet. 

Aula 2 – 19.02.2019
Vamos analisar como o retrato feito por Diego Velázquez de seu escravo Juan de Pareja, em 1650, se insere na produção do pintor. A obra é uma das mais emblemáticas do acervo do Metropolitan Museum, de Nova York. Pareja era também pintor e veio a ser emancipado alguns anos após a realização desta pintura. Veremos exemplos de representação de escravos na tradição da história da arte.

Aula 3 – 20.2.2019
Esta aula abordará a imagem da mulher negra que acompanha Olympia na famosa obra de Édouard Manet, de 1863, nos ajudando também a explorar questões acerca dos padrões de representação de mulheres negras na pintura do século 19, em especial no contexto da produção denominada orientalista.

Aula 4 – 21.2.2019
Falaremos de retratos como A negra (século 19), do Museu Paulista, bem como os autorretratos de Arthur Timótheo da Costa, uma obra de exceção na história da arte brasileira. Esses retratos constituem representações de indivíduos negros que, com grande habilidade e beleza, trazem significados complexos.

Aula 5 – 22.2.2019
Nesta última aula, serão exploradas obras de artistas americanos e brasileiros que abrem novas possibilidades de articulação de identidades (de gênero, raça, etnicidade e sexo), com dimensões políticas da representação de afro-descendentes, tais como Elizabeth Catlett, Howardena Pindell, Lorna Simpson e Paulo Nazareth.

Coordenação

Renata Bittencourt é historiadora da arte. Desenvolveu suas pesquisas de mestrado e doutorado na Unicamp sobre a representação do negro na pintura brasileira. Como gestora cultural, foi diretora no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e secretária da Cidadania e da Diversidade do Ministério da Cultura. Atuou à frente do departamento de formação da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e na gerência dos Projetos Nacionais de Educação do Itaú Cultural. Foi contemplada pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e como Fulbright Fellow na Smithsonian Institution.  

Conferencistas