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Quando as mulheres (se) pintam: representações do motivo iconográfico da artista em ação (séculos XIV-XIX)

O próprio de uma história da arte escrita a partir de uma perspectiva feminista é mover-se a contrapelo, e disso dá mostra a provocação irônica que praticamente fundou esse campo: o questionamento da historiadora da arte Linda Nochlin, “por que não existiram grandes artistas mulheres?”. 

Seguindo por esse caminho, perguntamos: que questões estão em jogo quando um tema iconográfico canônico como o do artista pintando é conjugado no feminino? 

Adotando um amplo arco temporal, analisaremos uma série de retratos ou autorretratos de mulheres representadas enquanto exercem a sua arte: caso de Jeanne de Montbaston, pintada na margem de um manuscrito medieval, passando por Sofonisba Anguissola, que não apenas se pintou, como também se pintou sendo pintada por outro artista, até Simone Cantarini e Artemisia Gentileschi, que se pintaram personificando a própria pintura.

INSCRIÇÕES NO DIA DO EVENTO, A PARTIR DAS 9H

PALESTRANTE

Maria Cristina Pereira

Doutora pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS, Paris) e professora livre-docente do Departamento de História e do programa de pós-graduação em História Social da Universidade de São Paulo (USP). É especialista em história da arte medieval e atualmente integra o grupo de pesquisa Gêneros, Artes, Artefatos e Imagens (GAAI-USP), investigando temas relacionados à história da arte e relações de gênero.

Programação

Quando as mulheres (se) pintam: representações do motivo iconográfico da artista em ação (séculos XIV-XIX)
Data e Horário: 14.9 SÁB 11h-13h ATIVIDADE GRATUITA

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